Sempre adorei esta época de festas. Mandar cartões de Natal, planejar a ceia, comprar presentes. Reunir a família, abraçar os amigos.
Há algum tempo, porém, tenho sentido o clima sendo estragado pelo monstro do stress. O prazer de presentear as pessoas queridas, o gosto em preparar a ceia, tudo acaba virando fonte de ansiedade devido à pressa e à obrigatoriedade que passou a definir nossas relações. A magia se dissolve em meio à ansiedade e à correria.
E qual a saída? Parar de comprar presentes? Ceiar strogonofe de microondas? Deixar de abraçar os amigos? Não, né.
Penso que a solução, como sempre está dentro de nós. Na capacidade de abstrair. Comprar presentes sem pensar na obrigação de dá-los e sim no prazer de quem vai recebê-los. Escolher presentes que demonstrem carinho e não poder aquisitivo. Escrever cartões e e-mails expressando seus sentimentos e não cumprindo uma obrigação. E acreditar na magia do Natal. Oras, lembro de quando eu era criança. Lembro da magia. Como ela pode ter parado de existir?
Não parou. A magia continua existindo, só minha capacidade de percebê-la é que se reduziu. E eu quero a magia de volta. Eu quero acreditar em Papai Noel.
Para você que quer acreditar em Papai Noel, na magia do Natal, nas possibilidades, na esperança.... as razões nem precisam ser complexas, basta pensar que acreditar é tão mais divertido do que não acreditar. Para você, um presente de Natal, de um tempo que a magia era um fato e não uma esperança: o vídeo de Natal da Turma da Mônica! Feliz Natal pra todos, Feliz Natal!
Pages
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Assinar pra quê?
Pois é. Não aprendo. Pra que assinar uma revista/coleção, se eu sei que vou ser tratada com o maior descaso no primeiro problema (que com certeza vai ocorrer). Você já entrou no SAC da Abril (www.abrilsac.com.br)? É horrível! Qual a utilidade de um SAC que não se comunica com o cliente? Não tem chat. Não tem telefone de contato. As informações estão erradas. Você manda um e-mail e não recebe resposta. Inútil e só serve pra dizer que a empresa tem um SAC. Sei: um SAC que não ouve e não responde. Super útil.
Esta foi a última vez que faço esta burrada. Da próxima vez, compro com o velho e bom jornaleiro. Simpático, atencioso, que corre atrás dos números que preciso, sorri, me diz bom dia e se importa com minha opinião a seu respeito. E não tem telefone de atendimento com gravação idiota e 20 minutos de espera.
Esta foi a última vez que faço esta burrada. Da próxima vez, compro com o velho e bom jornaleiro. Simpático, atencioso, que corre atrás dos números que preciso, sorri, me diz bom dia e se importa com minha opinião a seu respeito. E não tem telefone de atendimento com gravação idiota e 20 minutos de espera.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Não quero nem saber de crise
Ando fugindo das pessoas. Motivo: o próximo que cutucar meu ombro e começar a falar da crise corre o risco de tomar um soco.
Não aguento mais ouvir gente falando da crise, com cara de medo, de pânico, falando em conter os gastos até que as coisas melhorem.
Primeiro que choramingar não resolve crises, infelizmente. Espalhar pânico, baseado em cenários apocalípticos também não. E muito menos apertar cintos. Historicamente, aliás, apertar cintos SEMPRE piorou as crises financeiras. Todos os planos de retomada que deram certo sempre começam com medidas para incentivar o consumo. Porque só com consumo se mantém os níveis de produção e de empregos.
Agora, se os apavorados de sempre estiverem certos desta vez, e esta seria a primeira vez diga se de passagem, então este é mesmo o fim do mundo, o final dos tempos, a grande hecatombe. Então, guardar o dinheirinho debaixo do colchão vai adiantar de alguma coisa? Hein? Se o mundo vai acabar mesmo, pra que passar a pão e água? Pra que encher o meu saquinho?
Então, se você está de saco cheio de ouvir falar em crise financeira, se você, tal como eu está a ponto de responder que a crise que vá para a pqp, junte-se a mim em mais este serviço de utilidade pública CoisasQueEuAcho: o MSSOFC - Movimento dos Sem Saco de Ouvir Falar em Crise.
Para se filiar a este movimento, é simples: a próxima vez que um chatonildo vier te falar:
- que a coisa está feia: mostre uma foto do Pedro da Lara pelado para mostrar que tem coisa muito mais feia.
- que o futuro é tenebroso: mande assistir Exterminador do Futuro, para mostrar que que os anos 2000 estão muito melhores do que se previa.
- que a grana tá curta: pergunte quando ela estava longa.
- que a coisa tende a piorar: bom, se tende a piorar aproveita e cobra logo aquela grana que o chatonildo está de devendo, não é mesmo?
- que é o fim do mundo: fale pro cara transferir toda a grana pra sua conta já que o mundo vai acabar mesmo.
- que esta crise é séria: explique, detalhadamente, muito lentamente, que o universo segue um fluxo que obedece uma ordem cíclica. Que o equilíbrio entre o yin e o yang leva a momentos de crise periódica. Que estas crises levam ao crescimento espiritual e ao amadurecimento das relações. Que tudo o que sobe desce, que tudo o que desce sobe. Que o que está em cima é igual ao que está embaixo. Que tudo é relativo, que dinheiro não traz felicidade, etc, etc, etc. Pronto. Agora ele viu o que é ser chato e não vai te incomodar mais.
Não aguento mais ouvir gente falando da crise, com cara de medo, de pânico, falando em conter os gastos até que as coisas melhorem.
Primeiro que choramingar não resolve crises, infelizmente. Espalhar pânico, baseado em cenários apocalípticos também não. E muito menos apertar cintos. Historicamente, aliás, apertar cintos SEMPRE piorou as crises financeiras. Todos os planos de retomada que deram certo sempre começam com medidas para incentivar o consumo. Porque só com consumo se mantém os níveis de produção e de empregos.
Agora, se os apavorados de sempre estiverem certos desta vez, e esta seria a primeira vez diga se de passagem, então este é mesmo o fim do mundo, o final dos tempos, a grande hecatombe. Então, guardar o dinheirinho debaixo do colchão vai adiantar de alguma coisa? Hein? Se o mundo vai acabar mesmo, pra que passar a pão e água? Pra que encher o meu saquinho?
Então, se você está de saco cheio de ouvir falar em crise financeira, se você, tal como eu está a ponto de responder que a crise que vá para a pqp, junte-se a mim em mais este serviço de utilidade pública CoisasQueEuAcho: o MSSOFC - Movimento dos Sem Saco de Ouvir Falar em Crise.
Para se filiar a este movimento, é simples: a próxima vez que um chatonildo vier te falar:
- que a coisa está feia: mostre uma foto do Pedro da Lara pelado para mostrar que tem coisa muito mais feia.
- que o futuro é tenebroso: mande assistir Exterminador do Futuro, para mostrar que que os anos 2000 estão muito melhores do que se previa.
- que a grana tá curta: pergunte quando ela estava longa.
- que a coisa tende a piorar: bom, se tende a piorar aproveita e cobra logo aquela grana que o chatonildo está de devendo, não é mesmo?
- que é o fim do mundo: fale pro cara transferir toda a grana pra sua conta já que o mundo vai acabar mesmo.
- que esta crise é séria: explique, detalhadamente, muito lentamente, que o universo segue um fluxo que obedece uma ordem cíclica. Que o equilíbrio entre o yin e o yang leva a momentos de crise periódica. Que estas crises levam ao crescimento espiritual e ao amadurecimento das relações. Que tudo o que sobe desce, que tudo o que desce sobe. Que o que está em cima é igual ao que está embaixo. Que tudo é relativo, que dinheiro não traz felicidade, etc, etc, etc. Pronto. Agora ele viu o que é ser chato e não vai te incomodar mais.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Pureza e outras coisas que fazem falta
A gente não percebe como vive no automático e como segue scripts. Aliás, a gente jura que não segue scripts, que é autêntico e espontâneo. Então tá. Fui a apresentação de balé da escola da minha filha. Tinha de tudo, desde colegiais, que lógico, ficaram com os papéis principais com as coreografias mais complexas e trabalhadas até as pequenininhas, que apresentaram seus primeiros passos. Foi muito legal. Mas bacana, bacana mesmo, era ver a apresentação das pequenininhas, com seus pequenos acertos e muitos erros. Porque elas estavam simplesmente amando estar lá. Elas estavam se divertindo a beça. Elas não estavam preocupadas com a opinião alheia, ou com o contentamento da professora. Elas estavam só dançando. De forma verdadeira e sincera.
E não é isso que todo mundo devia fazer sempre? Divertir-se de verdade?
*
E uma grande e sábia e querida e admirada amiga me perguntou que mulher eu gostaria de ser, ou sinto que deveria ser. Hum. Pensei um pouco e logo me veio uma saudade ancestral de sentar numa roda com outras mulheres, cada qual com suas crianças ao redor, fiando, tecendo e contando histórias. Uma necessidade atávica de poder pedir ajuda, de poder contar, de oferecer apoio, de partilhar. Pensei logo numa querida comadre, daquelas que toca sua campainha no meio da tarde pra te convidar para tomar café com bolo. Pensei nessas pessoas incríveis que batem a porta do vizinho pra pedir emprestada uma xícara de açúcar e que, em compensação cuida do peixinho quando o vizinho viaja.
Tão fácil, tão difícil. Por quê, hein?
E não é isso que todo mundo devia fazer sempre? Divertir-se de verdade?
*
E uma grande e sábia e querida e admirada amiga me perguntou que mulher eu gostaria de ser, ou sinto que deveria ser. Hum. Pensei um pouco e logo me veio uma saudade ancestral de sentar numa roda com outras mulheres, cada qual com suas crianças ao redor, fiando, tecendo e contando histórias. Uma necessidade atávica de poder pedir ajuda, de poder contar, de oferecer apoio, de partilhar. Pensei logo numa querida comadre, daquelas que toca sua campainha no meio da tarde pra te convidar para tomar café com bolo. Pensei nessas pessoas incríveis que batem a porta do vizinho pra pedir emprestada uma xícara de açúcar e que, em compensação cuida do peixinho quando o vizinho viaja.
Tão fácil, tão difícil. Por quê, hein?
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Sympathique
Esta música está virando hino. Já acordo cantando. Então vamos lá, todo mundo junto: Je ne veux pas travailler....
Ma chambre a la forme d'une cage
Meu quarto parece uma gaiola
Le soleil passe son bras par la fenêtre
O sol se projeta através da janela
Les chasseurs à ma porte
Os mensageiros a minha porta
Comme les petits soldats
como pequenos soldados
Qui veulent me prendre
que vêm me prender
Je ne veux pas travailler
Eu não vou trabalhar
Je ne veux pas déjeuner
Eu não vou almoçar
Je veux seulement l'oublier
Só vou esquecer
Et puis je fume
E então fumo
Déjà j'ai connu le parfum de l'amour
Eu já conheci o perfume do amor
Un million de roses n'embaumerait pas autant
Um milhão de rosas não perfumam tanto
Maintenant une seule fleur dans mes entourages
Agora uma só flor perto de mim
Me rend malade
Me deixa doente
Je ne veux pas travailler
Eu não vou trabalhar
Je ne veux pas déjeuner
Eu não vou almoçar
Je veux seulement l'oublier
Só vou esquecer
Et puis je fume
E então fumo
Je ne suis pas fière de ça
Não me orgulho disso
Vie qui veut me tuer
Desta vida que me consome
C'est magnifique être sympathique
É maravilhoso ser simpática
Mais je ne le connais jamais
Mas não sei como ser
Ma chambre a la forme d'une cage
Meu quarto parece uma gaiola
Le soleil passe son bras par la fenêtre
O sol se projeta através da janela
Les chasseurs à ma porte
Os mensageiros a minha porta
Comme les petits soldats
como pequenos soldados
Qui veulent me prendre
que vêm me prender
Je ne veux pas travailler
Eu não vou trabalhar
Je ne veux pas déjeuner
Eu não vou almoçar
Je veux seulement l'oublier
Só vou esquecer
Et puis je fume
E então fumo
Déjà j'ai connu le parfum de l'amour
Eu já conheci o perfume do amor
Un million de roses n'embaumerait pas autant
Um milhão de rosas não perfumam tanto
Maintenant une seule fleur dans mes entourages
Agora uma só flor perto de mim
Me rend malade
Me deixa doente
Je ne veux pas travailler
Eu não vou trabalhar
Je ne veux pas déjeuner
Eu não vou almoçar
Je veux seulement l'oublier
Só vou esquecer
Et puis je fume
E então fumo
Je ne suis pas fière de ça
Não me orgulho disso
Vie qui veut me tuer
Desta vida que me consome
C'est magnifique être sympathique
É maravilhoso ser simpática
Mais je ne le connais jamais
Mas não sei como ser
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Enigma
Caro leitor fofo, tá sem nada pra fazer né? Tá a fim de fritar o cérebro? Pois então. Vá a este site http://decifra.me/ e se esbalde. É um site de charadas que é simplesmente viciante. São 20 enigmas bem legais. Mas se ficar preso na frente do computador sem conseguir parar para dormir (como eu), não me culpe.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Muita calma nessa hora
Calma gente. Sei que vocês todos têm estado preocupadíssimos com o meu presente de aniversário. Mas não há razão para pânico. Basta entrar na Vivara ou na H.Stern e escolher qualquer coisa. Sério, qualquer coisinha. Hehehe.
Para acalmar a todos e, assim, quem sabe, tranquilizar o mercado financeiro, segue uma listinha de sugestões:
- Uma ilha em Angra.
- Um helicóptero (pra chegar na ilha, lógico).
- Uma Grand Cherokee. Na verdade, duas por causa do rodízio.
- Um ano de passagens aéreas na primeira classe para onde eu quiser.
- Uma sandália Satine do Manolo Blahnik (tamanho 35)
- Um peep-toe do Jimmy Choo (tamanho 35)
- Uma bolsa Dior
- Uma paçoquinha Amor - por que eu gosto, ué.
-
Para acalmar a todos e, assim, quem sabe, tranquilizar o mercado financeiro, segue uma listinha de sugestões:
- Uma ilha em Angra.
- Um helicóptero (pra chegar na ilha, lógico).
- Uma Grand Cherokee. Na verdade, duas por causa do rodízio.
- Um ano de passagens aéreas na primeira classe para onde eu quiser.
- Uma sandália Satine do Manolo Blahnik (tamanho 35)
- Um peep-toe do Jimmy Choo (tamanho 35)
- Uma bolsa Dior
- Uma paçoquinha Amor - por que eu gosto, ué.
-
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Estatísticas
Estou com 0% de espaço ocioso no meu saquinho.
*
O início de minhas férias foi postergado para janeiro. Isto aumentou em 86% as chances de um siricotico psicótico.
*
Eu mesma tomei a iniciativa de postergar minhas férias. O que aponta para 100% de chance de que eu seja uma pata.
*
(Aliás, definição de pato: um bicho que anda, nada e voa, mas não faz nada direito).
*
Faltam 16 dias para o fim do meu inferno astral. Isto representa apenas 0,04% do ano. Preciso manter isso em mente...
*
Estamos a 1 dia trabalhando sem acidentes com perda de paciência.
*
O início de minhas férias foi postergado para janeiro. Isto aumentou em 86% as chances de um siricotico psicótico.
*
Eu mesma tomei a iniciativa de postergar minhas férias. O que aponta para 100% de chance de que eu seja uma pata.
*
(Aliás, definição de pato: um bicho que anda, nada e voa, mas não faz nada direito).
*
Faltam 16 dias para o fim do meu inferno astral. Isto representa apenas 0,04% do ano. Preciso manter isso em mente...
*
Estamos a 1 dia trabalhando sem acidentes com perda de paciência.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Obama e a hecatombe
Obama eleito. Clima de oba-oba. Aliás, por quê, hein? Até parece que fomos nós , brazucas, que tivemos a capacidade de eleger um presidente formado por Harvard, culto e articulado. Mas enfim.
Fiquei pensando no assunto e me bateu medo. Sim, medo. Pensa bem. Em todo e qualquer filme americano de hecatombe o presidente dos Estados Unidos é negro. Reparou? Aiaiai. O que vem por aí?
Fiquei pensando no assunto e me bateu medo. Sim, medo. Pensa bem. Em todo e qualquer filme americano de hecatombe o presidente dos Estados Unidos é negro. Reparou? Aiaiai. O que vem por aí?
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Aí sim
Eu acho que estou na merda. Após muito ajoelhar no milho me mandam um cara pra me ajudar. Então eu penso, legal, vai melhorar. Pois é. Daí descubro de um jeito muito escroto que o sujeito que deveria me ajudar fica falando mal de mim para minha equipe. Então melhorou: agora eu tenho certeza que estou na merda mesmo.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Licença maternidade de 180 dias
Sou contra a licença maternidade de 180 dias. Acho um contrasenso que as mulheres façam tanta questão de igualdade mas não se toquem que têm uma licença maternidade de 120 dias enquanto que os homens contam com míseros 7 dias. Por quê? Porque ser mãe é mais importante que ser pai? Porque o filho é mais da mãe do que do pai? Porque só a mãe precisa fortalecer os laços com os filhos? Ah, pára! É hora de mudar essa forma de pensar, pro bem dos nossos pimpolhos.
Proponho uma licença paternidade de 120 dias, a começar quando termina a licença maternidade. Funcionaria assim: o bebê nasce, a mãe entra em licença. Amamenta e tal, porque isso não tem jeito, tem que ser a mãe mesmo. Passados 4 meses, troca de guarda. Mamãe volta pro batente e o pai assume por 4 meses. Pesquisar escolas, introduzir sucos e alimentos sólidos. A criança fica 8 meses com os pais. Os pais aprendem a cuidar dos filhos e , por que não, se divertem e curtem seus filhos. As mães param de sentir que o filho é 100% reponsabilidade dela e que ninguém mais no mundo consegue cuidar da criança.
Todo mundo ganha e de quebra acaba aquela conversa de não contratar mulher porque ela pode ficar 4 meses fora.
Proponho uma licença paternidade de 120 dias, a começar quando termina a licença maternidade. Funcionaria assim: o bebê nasce, a mãe entra em licença. Amamenta e tal, porque isso não tem jeito, tem que ser a mãe mesmo. Passados 4 meses, troca de guarda. Mamãe volta pro batente e o pai assume por 4 meses. Pesquisar escolas, introduzir sucos e alimentos sólidos. A criança fica 8 meses com os pais. Os pais aprendem a cuidar dos filhos e , por que não, se divertem e curtem seus filhos. As mães param de sentir que o filho é 100% reponsabilidade dela e que ninguém mais no mundo consegue cuidar da criança.
Todo mundo ganha e de quebra acaba aquela conversa de não contratar mulher porque ela pode ficar 4 meses fora.
sábado, 1 de novembro de 2008
Cara nova de novo
Lay out novo. O outro estava muito blé.
*
Sábado vem. Sábado vai. E a segunda-feira está sempre ali.
*
Estou em pleno inferno astral. Então o mês passado foi o quê, então? Ensaio? Céus....
*
Faltam 29 dias para minhas férias.
*
E você vê que a criatura está realmente desesperada por férias quando ela marca a dita cuja para dezembro, o mês mais mico para efeito de férias. Mas era isso ou o manicômio.
*
Sábado vem. Sábado vai. E a segunda-feira está sempre ali.
*
Estou em pleno inferno astral. Então o mês passado foi o quê, então? Ensaio? Céus....
*
Faltam 29 dias para minhas férias.
*
E você vê que a criatura está realmente desesperada por férias quando ela marca a dita cuja para dezembro, o mês mais mico para efeito de férias. Mas era isso ou o manicômio.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Breve intervalo
Olas. Entao. Ca estou para chutar as bolas de feno que andam rolando por aqui. E para dizer que preciso de ferias. E que a droga do teclado desconfigurou e nao consigo usar os acentos. E so.
*
E no trabalho, no meu trampo sagrado em que ganho a vida com o suor do meu rosto, vou aprendendo que nunca, jamais, em hipotese alguma deve-se duvidar de que as coisas poderiam piorar.
*
E por falar em ganhar a vida com o suor do rosto, queria deixar registrado que nunca queimei sutias, nem participei de passeatas feministas, nem exigi igualdade com os seres humanos da raca masculina. Portanto.... quero ser dondoca!
*
E no trabalho, no meu trampo sagrado em que ganho a vida com o suor do meu rosto, vou aprendendo que nunca, jamais, em hipotese alguma deve-se duvidar de que as coisas poderiam piorar.
*
E por falar em ganhar a vida com o suor do rosto, queria deixar registrado que nunca queimei sutias, nem participei de passeatas feministas, nem exigi igualdade com os seres humanos da raca masculina. Portanto.... quero ser dondoca!
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Notre Dame e a beleza
Há aproximadamente 6 anos fui a Paris e estive na catedral de Notre Dame. Um lugar lindo, muito emocionante mesmo para mim que não sou católica.
Tinha lido nos livros de história sobre a arquitetura gótica e sobre como os arcos em forma de ogiva tinham o objetivo de guiar nossos olhos para o céu e, assim, voltar nosso pensamento a Deus. Mas foi só estando lá e vendo os tais arcos para entender o que isto realmente significava. Os olhos são guiados para o céu, o pensamento vai para Deus e a alma..... parece se libertar do chão. Foi um daqueles momentos em que se percebe a importância da beleza. A beleza não como uma coisa superficial, supérflua, mas como algo que eleva o pensamento, limpa a mente e agrega valor à alma.
E que tem mistérios. Pois aproveitamos que estávamos lá e assistimos uma missa. Bem, eu odeio assistir missas. Odeio. Mesmo. Já falei que quando eu morrer não quero missa de 7 dia. Não adianta, porque eu não vou. E, se quiserem que eu ressuscite é só fazer uma missa de corpo presente. Sou capaz de levantar do caixão de desgosto. Só vou a missas quando alguém muito chegado morre e encaro isso como um sacrifício enorme que faço pela memória da pessoa. Porque assistir missa me causa um sofrimento quase físico.
Mas em Notre Dame, achei a missa bonita. Provavelmente porque não estava entendendo patavina do que o padre estava falando. E certamente porque não tinha gente tocando mal violão e cantando música brega com voz esganiçada. Talvez o padre até estivesse falando das atividades do grupo de senhoras. Ou que não era permitido estacionar atrás da igreja. Ou que não era pra comprar santinhos dos moleques da rua. Ou alguma outra pequenez do gênero. Mas, em francês eu não entendia nada e só apreciei a sonoridade das palavras, a cadência suave, e tive a impressão de que se tratava de um assunto elevado, pronunciado na língua dos anjos. Impressão reforçada pela música clássica, tocada em órgão, com leveza e riqueza de notas.
Fiquei, então, pensando se eu ia gostar mais de missas se elas fossem rezadas em latim. E se fosse proibido entrar na igreja portando violão. Provavelmente sim e sim.
*
E isso porque ando com fome de beleza. De ver, ouvir e mesmo sentir coisas bonitas. Acordo, vou ao trabalho e volto pra casa. Neste curto, curtíssimo, trajeto vejo ônibus e carros amassados, casas mal-cuidadas, ruas sujas, calçadas quebradas e estreitas e pessoas tristes e preocupadas, ouço buzinas, xingamentos, gritos, acusações. Ligo a TV e vejo o mesmo. O mundo cão, as maldades, as feiúras todas de todos os níveis. Meus olhos estão cansados. Meus ouvidos estão gastos. Vejo coisas bonitas também. Mas parecem ser pequenas ilhas no meio de um oceano de feiúra e sordidez.
*
Tenho sentido necessidade de beleza. De ruas arborizadas, com calçadas bem feitas. Casas com gramados bonitos e bem cuidados. Só isso significa tanta coisa. Que o dono da casa se importa com quem passa pela rua e, por isso cuida bem de sua calçada e enfeita seu jardim. Quem passa pela rua se importa com quem mora lá e não suja a rua, não estraga a calçada, não enfeia o jardim. Tão pouco. Tão importante.
*
Então beleza tem a ver com gentileza? Penso que sim. E com bondade também. Com generosidade, certamente. Beleza não é fútil. A apreciação da beleza nos conduz a atitudes melhores. E melhores atitudes fazem o mundo mais bonito. Uma espiral crescente, cada vez mais necessária num mundo de resultados, de objetividade, de praticidade. Coisas úteis, sem dúvida. Mas que perdem valor sem a beleza.
Tinha lido nos livros de história sobre a arquitetura gótica e sobre como os arcos em forma de ogiva tinham o objetivo de guiar nossos olhos para o céu e, assim, voltar nosso pensamento a Deus. Mas foi só estando lá e vendo os tais arcos para entender o que isto realmente significava. Os olhos são guiados para o céu, o pensamento vai para Deus e a alma..... parece se libertar do chão. Foi um daqueles momentos em que se percebe a importância da beleza. A beleza não como uma coisa superficial, supérflua, mas como algo que eleva o pensamento, limpa a mente e agrega valor à alma.
E que tem mistérios. Pois aproveitamos que estávamos lá e assistimos uma missa. Bem, eu odeio assistir missas. Odeio. Mesmo. Já falei que quando eu morrer não quero missa de 7 dia. Não adianta, porque eu não vou. E, se quiserem que eu ressuscite é só fazer uma missa de corpo presente. Sou capaz de levantar do caixão de desgosto. Só vou a missas quando alguém muito chegado morre e encaro isso como um sacrifício enorme que faço pela memória da pessoa. Porque assistir missa me causa um sofrimento quase físico.
Mas em Notre Dame, achei a missa bonita. Provavelmente porque não estava entendendo patavina do que o padre estava falando. E certamente porque não tinha gente tocando mal violão e cantando música brega com voz esganiçada. Talvez o padre até estivesse falando das atividades do grupo de senhoras. Ou que não era permitido estacionar atrás da igreja. Ou que não era pra comprar santinhos dos moleques da rua. Ou alguma outra pequenez do gênero. Mas, em francês eu não entendia nada e só apreciei a sonoridade das palavras, a cadência suave, e tive a impressão de que se tratava de um assunto elevado, pronunciado na língua dos anjos. Impressão reforçada pela música clássica, tocada em órgão, com leveza e riqueza de notas.
Fiquei, então, pensando se eu ia gostar mais de missas se elas fossem rezadas em latim. E se fosse proibido entrar na igreja portando violão. Provavelmente sim e sim.
*
E isso porque ando com fome de beleza. De ver, ouvir e mesmo sentir coisas bonitas. Acordo, vou ao trabalho e volto pra casa. Neste curto, curtíssimo, trajeto vejo ônibus e carros amassados, casas mal-cuidadas, ruas sujas, calçadas quebradas e estreitas e pessoas tristes e preocupadas, ouço buzinas, xingamentos, gritos, acusações. Ligo a TV e vejo o mesmo. O mundo cão, as maldades, as feiúras todas de todos os níveis. Meus olhos estão cansados. Meus ouvidos estão gastos. Vejo coisas bonitas também. Mas parecem ser pequenas ilhas no meio de um oceano de feiúra e sordidez.
*
Tenho sentido necessidade de beleza. De ruas arborizadas, com calçadas bem feitas. Casas com gramados bonitos e bem cuidados. Só isso significa tanta coisa. Que o dono da casa se importa com quem passa pela rua e, por isso cuida bem de sua calçada e enfeita seu jardim. Quem passa pela rua se importa com quem mora lá e não suja a rua, não estraga a calçada, não enfeia o jardim. Tão pouco. Tão importante.
*
Então beleza tem a ver com gentileza? Penso que sim. E com bondade também. Com generosidade, certamente. Beleza não é fútil. A apreciação da beleza nos conduz a atitudes melhores. E melhores atitudes fazem o mundo mais bonito. Uma espiral crescente, cada vez mais necessária num mundo de resultados, de objetividade, de praticidade. Coisas úteis, sem dúvida. Mas que perdem valor sem a beleza.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Pequeno desabafo
Trabalho com tecnologia. Vão aí bem uns 20 anos de bits e bytes. Já trabalhei com tudo. Mainframe. Clipper. Programação. Análise. Processos. ERP. QA.
Desenvolvendo ou avaliando, sempre gostei de resolver problemas. E acho que quando uma empresa me contrata é isso que ela quer. Que eu resolva problemas ou que eu evite que os problemas ocorram.
Mas o dia-a-dia acaba conduzindo a gente por outros rumos. De repente, no lugar de desenvolver soluções, eu me vejo cada vez mais desenvolvendo provas de que a culpa não é minha. Que culpa, pergunta você. De qualquer coisa, respondo eu.
Pois uma característica marcante de quase todo o profissional hoje em dia é a capacidade de provar que a responsabilidade pelos problemas é de outro. Atrasou? Foi o fornecedor. Está errado? Foi o analista. O cliente está insatisfeito? Foi a área comercial.
Ninguém assume responsabilidade. Gasta-se um tempo e uma energia enorme com justificativas, planilhas, reuniões, tudo para apurar responsabilidades. E não sobra quase nada para trabalhar de verdade.
Sinto saudade de um tempo que não houve. Em que cada profissional sabe o que faz. Assume o que fala. Assume o que faz. E o que importa é entregar corretamente o que o cliente pediu. Só isso.
Desenvolvendo ou avaliando, sempre gostei de resolver problemas. E acho que quando uma empresa me contrata é isso que ela quer. Que eu resolva problemas ou que eu evite que os problemas ocorram.
Mas o dia-a-dia acaba conduzindo a gente por outros rumos. De repente, no lugar de desenvolver soluções, eu me vejo cada vez mais desenvolvendo provas de que a culpa não é minha. Que culpa, pergunta você. De qualquer coisa, respondo eu.
Pois uma característica marcante de quase todo o profissional hoje em dia é a capacidade de provar que a responsabilidade pelos problemas é de outro. Atrasou? Foi o fornecedor. Está errado? Foi o analista. O cliente está insatisfeito? Foi a área comercial.
Ninguém assume responsabilidade. Gasta-se um tempo e uma energia enorme com justificativas, planilhas, reuniões, tudo para apurar responsabilidades. E não sobra quase nada para trabalhar de verdade.
Sinto saudade de um tempo que não houve. Em que cada profissional sabe o que faz. Assume o que fala. Assume o que faz. E o que importa é entregar corretamente o que o cliente pediu. Só isso.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Frio
Gosto de frio.
Gosto de calor.
Não brigo com o tempo, só me adapto a ele.
Dias quentes são yang. São dias de ação.
Dias frios são yin. São dias de reflexão.
Cá estou eu, já preparada psicologicamente para dormir, as 19:30.
Pensando numa tigela de sopa e numa xícara de chá.
E com preguiça de fazer qualquer uma das duas.
Gosto de calor.
Não brigo com o tempo, só me adapto a ele.
Dias quentes são yang. São dias de ação.
Dias frios são yin. São dias de reflexão.
Cá estou eu, já preparada psicologicamente para dormir, as 19:30.
Pensando numa tigela de sopa e numa xícara de chá.
E com preguiça de fazer qualquer uma das duas.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Primeiros parágrafos
Gosto muito dos primeiros parágrafos. Acho que, se o primeiro parágrafo é bom, o resto do livro também o será, com certeza. Claro que se o primeiro parágrafo não for lá essas coisas eu continuo lendo o livro. Mas, quando ele é bom..... minha leitura fica mais esperançosa.
Pois olha só este primeiro parágrafo:
"Passei a geléia numa torrada com uma espécie de floreio. Acho que nunca cheguei tão perto de cantarolar um "tra-la-la" enquanto passava a faca, pois estava me sentindo em plena forma esta manhã. Deus lá no céu dele e tudo bem no mundo cá embaixo, como escutei Jeeves dizer certa vez. (Lembro que ele ainda acrescentou alguma coisa sobre cotovias e caracóis, mas esta é uma questão secundária, na qual não precisamos nos deter)." - Sem Dramas, Jeeves - P.G.Wodehouse.
Não dá vontade de continuar lendo e lendo até ligarem do escritório e dizerem que se você não aparecer no dia seguinte será demitido? Pois é.
Pois olha só este primeiro parágrafo:
"Passei a geléia numa torrada com uma espécie de floreio. Acho que nunca cheguei tão perto de cantarolar um "tra-la-la" enquanto passava a faca, pois estava me sentindo em plena forma esta manhã. Deus lá no céu dele e tudo bem no mundo cá embaixo, como escutei Jeeves dizer certa vez. (Lembro que ele ainda acrescentou alguma coisa sobre cotovias e caracóis, mas esta é uma questão secundária, na qual não precisamos nos deter)." - Sem Dramas, Jeeves - P.G.Wodehouse.
Não dá vontade de continuar lendo e lendo até ligarem do escritório e dizerem que se você não aparecer no dia seguinte será demitido? Pois é.
Assinar:
Postagens (Atom)