Bom, festas, né. Acabou sendo torta de frango na minha mãe e peito de peru recheado na casa da minha sogra no Natal. Sobremesa: Pudim de chocolate com creme nas duas. Fotos? Necas. Nenhum dos meus pratos ficou fotogênico. Ficaram bons (não ótimos, dessa vez fiquei devendo....droga) mas não bonitos, lindões, como eu gosto e como deve ser. Achei que mereciam ser degustados, mas não fotografados. Então.... é isso.
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Tentei as tais rabanadas de forno. Sabe que ficaram boas? Sabor de rabanada, gostinho de infância e sem melequeira no fogão... gostei muito. Só achei que não era sobremesa. Estava mais pra um lanchinho, sacumé... Por isso o pudim de chocolate.
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No Ano Novo me saí um pouquinho melhor. Minha mãe assou um leitão, então achei que não tinha lugar para mais carne. Investi então numa linda salada de lentinhas vermelhas com pistaches e numa saladona verde ultra-mega-blaster com tudo no mundo que possa ficar bom com folhas fresquinhas. Na minha sogra, assei umas costelinhas de porco. Sobremesa: Sorvete de creme com brigadeiro em ambas as casas. Dessa vez os pratos ficaram muito bons e lindos, mas não fotografei porque não deu tempo.... hehehe
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Faltam X dias para o Natal
Preparativos para o Natal bombando.*
E agora, tender, torta de frango ou paleta de cordeiro?
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Tender é um "must have". Por isso ando fugindo dele. Torta de frango é sempre bem vindo na casa da minha mãe, onde ele tem status de comida de festa. Mas na família do meu marido é mais complicado: minha sogra faz tortas maravilhosas com uma mão nas costas. Se eu fizer, vai dar até dó da minha pobre tortinha.... :)
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Paleta de cordeiro é um risco: eu gosto, meu marido gosta, minha filha gosta, mas o resto da família é um tanto relutante. Eles não conseguem abstrair do lindo carneirinho branco de olhar cândido e que faz béééé.
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No fim, acho que vai ser torta de frango na casa da minha mãe e tender na casa da minha sogra.
Sobremesa: rabanada de forno com sorvete de creme nas duas casas.
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Depois conto como foi. E posto umas fotinhos.
*
E da série mãe é mesmo um bicho muito besta:

- estou feliz porque o pediatra liberou o baby para comer de tudo. T-U-D-O. Peixe, frutos do mar, carne de porco, morangos e kiwi. Ah e clara de ovo. Ou seja: logo logo viajar vai ser uma coisa viável novamente.
- hoje comentei de leve com minha filha de 6 anos que está havendo recreação no condomínio e ela fez cara de interesse. Eu disse que ela pode descer pra brincar sozinha. Ela deu um pulo, gritou eba, e foi vestir um shortinho e camiseta pra sair. Ela não costuma ser assim, tão largada de mim, apesar de ser bem sociável, então fiquei meio cabreira. Quando eu já estava quase descendo pra ver se estava tudo bem (besta....), ela chegou, suada, vermelha, animada, falando pelos cotovelos, pediu uma água muito apressada e desceu correndo pra brincar mais.
- a cada dia que passa fico mais impressionada com o fato de ser tão desnecessária.... :))
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Apareceu a margarida....
Oi pessoas.
Desculpe a ausência, mas as coisas tavam corridas. Vocês entendem, né?
Neste meio tempo, bebê ficou dodói, bebê sarou, eu fiquei dodói, não sarei, continuo capenga, entrei no inferno astral, fiz aniversrio, sai do inferno astral.
Agora ta tudo bem, so me sentindo cansada, sonada, acabada e destrambelhada. Mas fora isso, tudo uma beleza.
Voltei pra esse cafofo e volto a postar com regularidade, se os deuses da internet assim o permitirem.
Beijocas!
Desculpe a ausência, mas as coisas tavam corridas. Vocês entendem, né?
Neste meio tempo, bebê ficou dodói, bebê sarou, eu fiquei dodói, não sarei, continuo capenga, entrei no inferno astral, fiz aniversrio, sai do inferno astral.
Agora ta tudo bem, so me sentindo cansada, sonada, acabada e destrambelhada. Mas fora isso, tudo uma beleza.
Voltei pra esse cafofo e volto a postar com regularidade, se os deuses da internet assim o permitirem.
Beijocas!
domingo, 10 de outubro de 2010
Frutas
O melhor de frutas frescas é ter sobremesas sem trabalho nenhum. É só tirar da geladeira, lavar e voilá.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Formula 1, que coisa feia....
Nunca gostei de formula 1. Acho chaaaaaato de dar dó. Agora, quando o resultado é forçado pela equipe, é a chatice elevada ao quadrado.
*
Afinal de contas, esta josta é um esporte coletivo ou individual? Sempre entendi que se tratava de um esporte individual. Neste caso, o sr Luca de Montezemolo, presidente da ferrari, está errado e os interesses da equipe não se sobrepõem aos individuais coisíssima nenhuma. Isto faz sentido em futebol. Basquete. Volei. Porque são esportes coletivos. A vitória é da equipe. Todos sobem juntos ao pódio. Que eu saiba, este não é o caso da formula 1.
*
O próximo item a ser incluído nos carros de fórmula 1 será a seta. Para a gente poder sinalizar pra lado que vai sair para dar caminho. Mas isso só vai ser instalado em carros pilotados por brasileiros. Os demais corredores jamais aceitariam ser tratados feito lixo.
*
E que saudade de Nelson Piquet (o pai, lógico). Bocudo, marrento, briguento. Todos amavam odiá-lo. Mas, mesmo quem não gostava de formula 1 podia se divertir vendo gente com espírito competitivo, brigando de verdade pra vencer.
*
Hoje... hoje é esta irritante e inexplicável postura submissa dos pilotos brasileiros. Ô coisa irritante! Cadê a vontade de vencer? Cadê a personalidade? Cadê a rebeldia? A impressão que dá é que somos todos uma cambada de ovelhinhas. Os caras mandam sair da frente, a gente sai. Os caras mandam ceder a vitória, a gente obedece. Ridículo! Dá vergonha de ser brasileiro.
*
Aliás, ser brasileiro é mesmo uma vergonha. Vamos reconhecer. Somos um país de bananas, de paga-pau de gringos, de gente fraca, ignorante, egoísta e que só sabe mesmo mostrar a bunda e fazer piadinha. E é isso aí. Podem vir, explorar o país, roubar nossas refinarias de petróleo, explodir o país inteiro que nós ainda agradecemos e damos um macaco pra você levar pra casa.
*
Só me resta mesmo sonhar. Sonhar com um pingo de dignidade, força e personalidade. Só um pingo mesmo já deve fazer diferença. Talvez fosse o suficiente. Imaginem a cena. O sujeito da equipe dá a ordem para o piloto brasileiro dar a vitória para o outro palhaço (sim, porque vencer deste jeito é uma vergonha também, viu, seu alonso?). Silêncio. "Confirma recebimento da mensagem, cucaratcha?". "Sim, mensagem recebida.". E, em seguinda, pisa mais fundo ainda no acelerador, ganha a corrida bonito e ainda mostra o dedo pro outro palhaço. E pro resto da equipe. Dilícia.
*
Ou, o cara da equipe manda o piloto brasileiro forjar um acidente pra cancelar a corrida. Beleza, caras, vocês que mandam. Vai lá e atropela o presidente da escuderia. O que? Não era pra forjar um acidente? Então!
*
Só sei de uma coisa: em sinal de protesto não vou mais comprar ferraris.
*
Afinal de contas, esta josta é um esporte coletivo ou individual? Sempre entendi que se tratava de um esporte individual. Neste caso, o sr Luca de Montezemolo, presidente da ferrari, está errado e os interesses da equipe não se sobrepõem aos individuais coisíssima nenhuma. Isto faz sentido em futebol. Basquete. Volei. Porque são esportes coletivos. A vitória é da equipe. Todos sobem juntos ao pódio. Que eu saiba, este não é o caso da formula 1.
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O próximo item a ser incluído nos carros de fórmula 1 será a seta. Para a gente poder sinalizar pra lado que vai sair para dar caminho. Mas isso só vai ser instalado em carros pilotados por brasileiros. Os demais corredores jamais aceitariam ser tratados feito lixo.
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E que saudade de Nelson Piquet (o pai, lógico). Bocudo, marrento, briguento. Todos amavam odiá-lo. Mas, mesmo quem não gostava de formula 1 podia se divertir vendo gente com espírito competitivo, brigando de verdade pra vencer.
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Hoje... hoje é esta irritante e inexplicável postura submissa dos pilotos brasileiros. Ô coisa irritante! Cadê a vontade de vencer? Cadê a personalidade? Cadê a rebeldia? A impressão que dá é que somos todos uma cambada de ovelhinhas. Os caras mandam sair da frente, a gente sai. Os caras mandam ceder a vitória, a gente obedece. Ridículo! Dá vergonha de ser brasileiro.
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Aliás, ser brasileiro é mesmo uma vergonha. Vamos reconhecer. Somos um país de bananas, de paga-pau de gringos, de gente fraca, ignorante, egoísta e que só sabe mesmo mostrar a bunda e fazer piadinha. E é isso aí. Podem vir, explorar o país, roubar nossas refinarias de petróleo, explodir o país inteiro que nós ainda agradecemos e damos um macaco pra você levar pra casa.
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Só me resta mesmo sonhar. Sonhar com um pingo de dignidade, força e personalidade. Só um pingo mesmo já deve fazer diferença. Talvez fosse o suficiente. Imaginem a cena. O sujeito da equipe dá a ordem para o piloto brasileiro dar a vitória para o outro palhaço (sim, porque vencer deste jeito é uma vergonha também, viu, seu alonso?). Silêncio. "Confirma recebimento da mensagem, cucaratcha?". "Sim, mensagem recebida.". E, em seguinda, pisa mais fundo ainda no acelerador, ganha a corrida bonito e ainda mostra o dedo pro outro palhaço. E pro resto da equipe. Dilícia.
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Ou, o cara da equipe manda o piloto brasileiro forjar um acidente pra cancelar a corrida. Beleza, caras, vocês que mandam. Vai lá e atropela o presidente da escuderia. O que? Não era pra forjar um acidente? Então!
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Só sei de uma coisa: em sinal de protesto não vou mais comprar ferraris.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Procuram-se damas
Gosto do Pânico na TV. É um humor esculachado, muitas vezes forçado e apelativo, mas ainda assim, humor. E quebra a depressão do domingo, o que é muita coisa, diga-se. Mas alguns quadros são difíceis de engolir. Como o da tal mulher arroto. Como se não bastasse a avalanche de mulheres-frutas ainda temos que aturar as mulheres-ruídos-corporais. Ninguém merece. Mas às vezes, sinto uma pequena esperança.
Li ontem a notícia de que a mulher arroto foi afastada do Pânico por tempo indeterminado. Motivo: houve uma celeuma quando a tal tentou vitimar a atriz Laura Cardoso. Fiquei intrigada, afinal, o quadro está no ar há bastante tempo e muitas pessoas foram atacadas sem que se esboçasse reação tão intensa. Descobri, então, que Laura Cardoso estava numa tarde de autógrafos num shopping, prestigiando uma colega. Rodeada por jornalistas, foi extremamente gentil e atenciosa com todos, inclusive com a falsa-jornalista-mulher-arroto. Quando os jornalistas de verdade viram que a nulher arroto ia atacar, impediram-na. A mocinha ainda ficou brava, ameaçou chamar a polícia e acabou sendo retirada do recinto por seguranças do shopping.
Os jornalistas disseram que entendiam o humor escrachado do Pânico, mas que julgavam uma mera grosseria arrotar no rosto de uma senhora de 80 anos. Daí, o de sempre. Gente concordando com os jornalistas, gente atacando o Pânico, gente defendendo a mulher-arroto, um monte de gente xingando. E eu achei muito interessante duas coisas: esta não é a primeira vez que a mulher arroto ataca uma senhora de idade (Hebe já foi vítima) e uma palavrinha que ficou pululando lá e cá nos comentários. Dama. "Não se faz isso a uma dama....".
Ou seja, a questão não é a idade e sim a postura de Laura Cardoso. A delicadeza e a gentileza em contraposição a grosseria gratuita. O talento em contraposição à apelação. A simplicidade em contraposição a arrogância. Compreendi que nem tudo está perdido. O ser humano comum ainda é capaz de reconhecer a atitude superior e o refinamento quando os vê. E, quando este reconhecimento ocorre, não é possível ignorá-lo.
Li ontem a notícia de que a mulher arroto foi afastada do Pânico por tempo indeterminado. Motivo: houve uma celeuma quando a tal tentou vitimar a atriz Laura Cardoso. Fiquei intrigada, afinal, o quadro está no ar há bastante tempo e muitas pessoas foram atacadas sem que se esboçasse reação tão intensa. Descobri, então, que Laura Cardoso estava numa tarde de autógrafos num shopping, prestigiando uma colega. Rodeada por jornalistas, foi extremamente gentil e atenciosa com todos, inclusive com a falsa-jornalista-mulher-arroto. Quando os jornalistas de verdade viram que a nulher arroto ia atacar, impediram-na. A mocinha ainda ficou brava, ameaçou chamar a polícia e acabou sendo retirada do recinto por seguranças do shopping.
Os jornalistas disseram que entendiam o humor escrachado do Pânico, mas que julgavam uma mera grosseria arrotar no rosto de uma senhora de 80 anos. Daí, o de sempre. Gente concordando com os jornalistas, gente atacando o Pânico, gente defendendo a mulher-arroto, um monte de gente xingando. E eu achei muito interessante duas coisas: esta não é a primeira vez que a mulher arroto ataca uma senhora de idade (Hebe já foi vítima) e uma palavrinha que ficou pululando lá e cá nos comentários. Dama. "Não se faz isso a uma dama....".
Ou seja, a questão não é a idade e sim a postura de Laura Cardoso. A delicadeza e a gentileza em contraposição a grosseria gratuita. O talento em contraposição à apelação. A simplicidade em contraposição a arrogância. Compreendi que nem tudo está perdido. O ser humano comum ainda é capaz de reconhecer a atitude superior e o refinamento quando os vê. E, quando este reconhecimento ocorre, não é possível ignorá-lo.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Um tempinho
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Estranheza
Deveria estar triste, mas não estou.
Deveria estar preocupada, mas não estou.
Deveria estar com pressa, mas não estou.
Será que eu sou eu mesma?
Só penso em sair, curtir, fazer nada...
Opa, a culpa acabou de me cutucar... ufa, sou eu mesma.
Tá tudo certo! ;)
Deveria estar preocupada, mas não estou.
Deveria estar com pressa, mas não estou.
Será que eu sou eu mesma?
Só penso em sair, curtir, fazer nada...
Opa, a culpa acabou de me cutucar... ufa, sou eu mesma.
Tá tudo certo! ;)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Eneagrama nos filmes - Nove
contém spoiler
Mas o nome bem que podia ser Nove em Fuga ou Runaway Nine. Pra quem não conhece a história, Maggie Carpenter (Julia Roberts) tem o estranho hábito de fugir da igreja bem na hora do sim. Já deixou vários noivos no altar. Isto chama a atenção de um jornalista, Ike Graham (Richard Gere) que vai até a cidadezinha onde ela vive para entender o que acontece. O que o intriga é que outros homens continuem propondo casamento a ela, mesmo sabendo que correm o risco de ficarem plantados na frente da igreja. É a atração do 9. Claro que ser a Julia Roberts ajuda bastante, mas as pessoas gostam do Nove, lembra? Ninguém consegue ficar bravo com um Nove por muito tempo. Tanto é que os ex-noivos todos são amigos de Maggie. E é aí que a “novice” toda começa a aparecer.
Ike faz perguntas aos ex-noivos sobre Maggie. Como ela é, do que ela gosta... E cada um responde uma coisa diferente. Parece até que cada um deles foi noivo de uma garota diferente. A pergunta mais emblemática era “como Maggie gosta dos ovos no café da manhã?”. A resposta começava sempre igual: “ah, do mesmo jeito que eu...” e a partir daí variava: mexidos, omelete, só claras... Confrontada por Ike, Maggie foge da resposta do porque agia assim. Mas, incomodada, começa a conversar com seus ex, procurando pistas sobre si mesma.
O filme avança, descobre-se que Maggie era uma aluna brilhante e que abriu mão de uma vaga na faculdade para cuidar do pai alcoolatra. O mesmo pai que, ao lado de todos os parentes e amigos, zomba dos casamentos de Maggie. Ela obviamente não aprecia as piadas, mas não diz nada para evitar o conflito. Quando Ike a defende, dando um puxão de orelha em seus familiares e amigos, Maggie fica furiosa porque não queria atritos, tudo estava bem enquanto ela ignorava as provocações.
São alguns pontos marcantes num Nove: a sensação de menos valia, que neste caso levava a vários relacionamentos, como se Maggie buscasse fora de si um atestado de seu próprio valor; a fuga do conflito; e a fusão no outro, a ponto de não conhecer suas próprias preferências. Quando Ike pergunta a ela qual é enfim seu ovo preferido, ela não sabe responder.
Num certo momento, Maggie e Ike se descobrem apaixonados. Lógico, afinal são Julia Roberts e Richard Gere, né... E marcam casamento. Expectativa. Será que dessa vez vai? Não foi. Maggie foge de novo, para desespero de Ike.
Noiva em fuga (Runaway Bride)
Mas o nome bem que podia ser Nove em Fuga ou Runaway Nine. Pra quem não conhece a história, Maggie Carpenter (Julia Roberts) tem o estranho hábito de fugir da igreja bem na hora do sim. Já deixou vários noivos no altar. Isto chama a atenção de um jornalista, Ike Graham (Richard Gere) que vai até a cidadezinha onde ela vive para entender o que acontece. O que o intriga é que outros homens continuem propondo casamento a ela, mesmo sabendo que correm o risco de ficarem plantados na frente da igreja. É a atração do 9. Claro que ser a Julia Roberts ajuda bastante, mas as pessoas gostam do Nove, lembra? Ninguém consegue ficar bravo com um Nove por muito tempo. Tanto é que os ex-noivos todos são amigos de Maggie. E é aí que a “novice” toda começa a aparecer. Ike faz perguntas aos ex-noivos sobre Maggie. Como ela é, do que ela gosta... E cada um responde uma coisa diferente. Parece até que cada um deles foi noivo de uma garota diferente. A pergunta mais emblemática era “como Maggie gosta dos ovos no café da manhã?”. A resposta começava sempre igual: “ah, do mesmo jeito que eu...” e a partir daí variava: mexidos, omelete, só claras... Confrontada por Ike, Maggie foge da resposta do porque agia assim. Mas, incomodada, começa a conversar com seus ex, procurando pistas sobre si mesma.
O filme avança, descobre-se que Maggie era uma aluna brilhante e que abriu mão de uma vaga na faculdade para cuidar do pai alcoolatra. O mesmo pai que, ao lado de todos os parentes e amigos, zomba dos casamentos de Maggie. Ela obviamente não aprecia as piadas, mas não diz nada para evitar o conflito. Quando Ike a defende, dando um puxão de orelha em seus familiares e amigos, Maggie fica furiosa porque não queria atritos, tudo estava bem enquanto ela ignorava as provocações.
São alguns pontos marcantes num Nove: a sensação de menos valia, que neste caso levava a vários relacionamentos, como se Maggie buscasse fora de si um atestado de seu próprio valor; a fuga do conflito; e a fusão no outro, a ponto de não conhecer suas próprias preferências. Quando Ike pergunta a ela qual é enfim seu ovo preferido, ela não sabe responder.
Num certo momento, Maggie e Ike se descobrem apaixonados. Lógico, afinal são Julia Roberts e Richard Gere, né... E marcam casamento. Expectativa. Será que dessa vez vai? Não foi. Maggie foge de novo, para desespero de Ike.
Meses se passam. Um belo dia Maggie aparece no apartamento de Ike e diz “benedictine”. Como? “Gosto de ovos benedictine, odeio todos os outros tipos”. Ela explica: fugiu porque ainda continuava a mesma, sem saber quem era e do que gostava. Não queria começar uma vida com ele, cometendo os mesmos erros de sempre. Quis primeiramente se conhecer e resolver sua própria vida sozinha. E foi o que fez. Experimentou coisas e situações sozinha para conhecer suas reações e vontades. Reconheceu seu talento artístico e começou a produzir peças para uma loja de decoração. Descobriu que odeia cerimônias de casamento. Que ser observada a deixava nervosa. E somente quando se enxergou de verdade, procurou por Ike, esperando que ele ainda a amasse. Ainda amava, claro. E dessa vez se casaram. E provavelmente foram felizes para sempre.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Mil pratos: moleza!
Engraçado, relendo o post abaixo me dei conta de algo realmente impressionante: eu dou conta. Eu consigo equilibrar os mil pratos. Eu tenho conseguido exercer meus papéis todos. E direito. Tenho negligenciado um pouco os meus cuidados pessoais, como exercícios e consultas médicas, o que tem me incomodado, mas é só. De resto, tudo tem se encaixado. Por incrível que pareça.
Claro que de vez em quando me vejo tendo que abrir mão de alguma oportunidade profissional que me parece tentadora, por não poder me ausentar muito ou viajar. Dói, mas sobrevivo.
Só preciso mesmo aprender a viver com mais leveza, a enxergar as coisas dentro das proporções corretas, a não esquecer de me divertir enquanto vivo. Não dá pra esperar todas as minhas obrigações terminarem para daí me divertir, porque quando minhas obrigações acabarem, certamente já terei morrido.
Me lembro da Jade, minha professora de dança do ventre. Estávamos ensaiando uma coreografia. Depois de muito tempo e esforço, os passos começavam a sair direitinho, no tempo certo, bonitinhos. No final do ensaio estávamos orgulhosas porque parecia que não havia mais nada a corrigir ou retocar. Então, ela olhou pra nós e disse: “Ótimo, meninas. Agora tudo de novo, só que sorrindo.”.
Claro que de vez em quando me vejo tendo que abrir mão de alguma oportunidade profissional que me parece tentadora, por não poder me ausentar muito ou viajar. Dói, mas sobrevivo.
Só preciso mesmo aprender a viver com mais leveza, a enxergar as coisas dentro das proporções corretas, a não esquecer de me divertir enquanto vivo. Não dá pra esperar todas as minhas obrigações terminarem para daí me divertir, porque quando minhas obrigações acabarem, certamente já terei morrido.
Me lembro da Jade, minha professora de dança do ventre. Estávamos ensaiando uma coreografia. Depois de muito tempo e esforço, os passos começavam a sair direitinho, no tempo certo, bonitinhos. No final do ensaio estávamos orgulhosas porque parecia que não havia mais nada a corrigir ou retocar. Então, ela olhou pra nós e disse: “Ótimo, meninas. Agora tudo de novo, só que sorrindo.”.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Equilibrando mil pratos
Sou mãe. Preciso cuidar dos meus filhos, atender suas necessidades, educá-los, prepará-los para o futuro. Mantê-los saudáveis, bem alimentados, bem vestidos, aquecidos e seus pertences organizados. Aliás, preciso ensiná-los a se organizar. Fazê-los se sentirem amados e acolhidos. Deixar a casa acolhedora e aconchegante para eles. Mandá-los para a escola no horário certo, buscá-los no horário certo. Mandar todos os dias lanches gostosos, nutritivos e variados. Preparar seu material escolar, organizar e limpar a lancheira, montar a mochila da natação, do judô, do balé. Comprar maiô, touca, óculos de natação, meia calça, sapatilha, redinha para cabelo, saia, casaco, quimono, chinelos, tênis, uniformes, itens que se perdem constantemente e precisam ser repostos. Preciso conversar com os professores, ajudar nas lições de casa, comprar presentes de aniversário para os amiguinhos, presentes de dia dos professores, de Natal, de Pascoa, organizar festas de aniversário. Preciso levá-los ao pediatra, homeopata, ao dentista, oftalmologista, fonoaudióloga e para fazer exames. Preciso comprar remédios e ministrá-los. Preciso acordar de madrugada para dar mamadeira para o mais novo, para cobrir a mais velha, para checar temperaturas.
Claro que o pai ajuda e muito. Mas aí é que está. Ajuda. A atividade é primordialmente minha. Se a criança não vai ao pediatra ou não faz algum exame ou não toma algum remédio, ou se suas roupas estão em mau estado, a falha é minha e nem adianta alguém dizer que não é. É sim.
Sou profissional. Preciso ir trabalhar, resolver problemas, atender os clientes. Preciso chegar na hora certa e ficar até quando for necessário. Preciso estar disponível para cursos e viagens. Preciso me apresentar bem, me manter atualizada, fazer e manter contatos. Preciso priorizar o trabalho, ser produtiva. Preciso estar disponível para cruzar a cidade para ir até o cliente.
Só até aqui, você já percebeu algum conflito? Como levar e buscar as crianças na escola se eu preciso estar disponível para viagens e para cruzar a cidade para ir ao cliente? Mas espera que fica pior.
Sou dona de casa. Preciso orientar minha assistente do lar, controlar a realização das tarefas, cobrar, corrigir, elogiar. Preciso montar o cardápio da semana, fazer compras, verificar se está tudo em ordem. Aqui parece ser pouca coisa e que eu poderia soltar a mão e delegar totalmente. Triste engano. Tentei fazer isso e o resultado foi caos (na casa) e irritação (minha). O fato é que se eu não fizer marcação cerrada as coisas ficam ao deus dará.
Sou um indivíduo. Tenho minhas próprias necessidades. Preciso ir a ginecologista, oftalmologista, cardiologista, homeopata, endocrinologista. Preciso fazer exames, seguir tratamentos, ir ao acupunturista uma vez por semana. Preciso me exercitar pelo menos 3 vezes por semana, idealmente, todos os dias. Preciso fazer manicure, cortar o cabelo e fazer limpeza de pele. Preciso ligar para meus amigos, preciso encontrá-los, mesmo para que eles me lembrem que eu existo. Preciso eliminar peso, ganhar massa muscular, adotar hábitos saudáveis. Preciso ficar linda, gostosa e elegante.
Este é o nó que eu estou tentando desfazer. Como ser tudo ao mesmo tempo, direito e sem sofrer? Como ser a profissional confiável e dedicada que eu sempre me orgulhei de ser sem me tornar uma mãe negligente e ainda assim, cuidar da casa sem deixar de cuidar de mim mesma? E como fazer tudo isso com leveza e prazer? Como?
Claro que o pai ajuda e muito. Mas aí é que está. Ajuda. A atividade é primordialmente minha. Se a criança não vai ao pediatra ou não faz algum exame ou não toma algum remédio, ou se suas roupas estão em mau estado, a falha é minha e nem adianta alguém dizer que não é. É sim.
Sou profissional. Preciso ir trabalhar, resolver problemas, atender os clientes. Preciso chegar na hora certa e ficar até quando for necessário. Preciso estar disponível para cursos e viagens. Preciso me apresentar bem, me manter atualizada, fazer e manter contatos. Preciso priorizar o trabalho, ser produtiva. Preciso estar disponível para cruzar a cidade para ir até o cliente.
Só até aqui, você já percebeu algum conflito? Como levar e buscar as crianças na escola se eu preciso estar disponível para viagens e para cruzar a cidade para ir ao cliente? Mas espera que fica pior.
Sou dona de casa. Preciso orientar minha assistente do lar, controlar a realização das tarefas, cobrar, corrigir, elogiar. Preciso montar o cardápio da semana, fazer compras, verificar se está tudo em ordem. Aqui parece ser pouca coisa e que eu poderia soltar a mão e delegar totalmente. Triste engano. Tentei fazer isso e o resultado foi caos (na casa) e irritação (minha). O fato é que se eu não fizer marcação cerrada as coisas ficam ao deus dará.
Sou um indivíduo. Tenho minhas próprias necessidades. Preciso ir a ginecologista, oftalmologista, cardiologista, homeopata, endocrinologista. Preciso fazer exames, seguir tratamentos, ir ao acupunturista uma vez por semana. Preciso me exercitar pelo menos 3 vezes por semana, idealmente, todos os dias. Preciso fazer manicure, cortar o cabelo e fazer limpeza de pele. Preciso ligar para meus amigos, preciso encontrá-los, mesmo para que eles me lembrem que eu existo. Preciso eliminar peso, ganhar massa muscular, adotar hábitos saudáveis. Preciso ficar linda, gostosa e elegante.
Este é o nó que eu estou tentando desfazer. Como ser tudo ao mesmo tempo, direito e sem sofrer? Como ser a profissional confiável e dedicada que eu sempre me orgulhei de ser sem me tornar uma mãe negligente e ainda assim, cuidar da casa sem deixar de cuidar de mim mesma? E como fazer tudo isso com leveza e prazer? Como?
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Tipo 9: Deixa disso, gente boa.
O Nove é o grande pacifista. Ele sabe se relacionar com as pessoas, sabe ver o valor de cada um, consegue compreender os pontos de vista de todos. Sabe solucionar conflitos, construir pontes, unir. Se o Oito só enxerga branco e preto, o Nove só enxerga cinza. Vários tons de cinza. E acha todos lindos.
Um Nove contando uma história pode ser exasperante. Começa a contar a história, daí lembra de outra coisa, daí inclui algum outro detalhe importante, daí resolve te contar porque está te contando a história, daí lembra de outra história parecida.... qualquer narrativazinha de 2 linhas vira “A Saga” na mente detalhista e observadora de um Nove.
O Nove é o boa gente, aquele que todos amam. Se um chefe Três ou Oito desavisado resolver pegar pesado com um Nove pode acabar tendo que enfrentar um motim em sua empresa. Todo mundo toma as dores do Nove. Todo mundo ama os Nove. Exceto eles mesmos.
Dá uma lida nas qualidades acima. Não é de dar inveja? Pois é. Apesar disso, os Noves têm uma estranha sensação de menos valia. No curso de eneagrama que fiz, após uma manhã inteira falando das qualidades dos Nove, os Noves cercaram a intrutora e perguntaram: “tá, ok, mas o que os Noves têm de bom afinal de contas?”. Risos de todos os outros tipos...
Um Nove em crise se esquece de si em prol dos outros e do coletivo. A busca da paz sobrepuja suas próprias necessidades. Quando o Nove supera este esquecimento e se lembra de lembrar de si mesmo, aplica em sua vida seus talentos de compreensão e construção, se ama e se torna construtivo.
Noves famosos: Gandhi.
Um Nove contando uma história pode ser exasperante. Começa a contar a história, daí lembra de outra coisa, daí inclui algum outro detalhe importante, daí resolve te contar porque está te contando a história, daí lembra de outra história parecida.... qualquer narrativazinha de 2 linhas vira “A Saga” na mente detalhista e observadora de um Nove.
O Nove é o boa gente, aquele que todos amam. Se um chefe Três ou Oito desavisado resolver pegar pesado com um Nove pode acabar tendo que enfrentar um motim em sua empresa. Todo mundo toma as dores do Nove. Todo mundo ama os Nove. Exceto eles mesmos.
Dá uma lida nas qualidades acima. Não é de dar inveja? Pois é. Apesar disso, os Noves têm uma estranha sensação de menos valia. No curso de eneagrama que fiz, após uma manhã inteira falando das qualidades dos Nove, os Noves cercaram a intrutora e perguntaram: “tá, ok, mas o que os Noves têm de bom afinal de contas?”. Risos de todos os outros tipos...
Um Nove em crise se esquece de si em prol dos outros e do coletivo. A busca da paz sobrepuja suas próprias necessidades. Quando o Nove supera este esquecimento e se lembra de lembrar de si mesmo, aplica em sua vida seus talentos de compreensão e construção, se ama e se torna construtivo.
Noves famosos: Gandhi.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Tipo 8 - Tá olhando o que? Nunca viu não?
O Oito gosta de poder. Não o poder institucional, mas o poder verdadeiro, relacionado a influencia, conhecimento e ação. Ele não quer ser o rei e sim o primeiro ministro. O Oito crê que a verdade só aparece com o conflito e semeia a discórdia a seu redor para saber com quem pode ou não contar.
Ele despreza a fraqueza, mas gosta de colocar os mais fracos sob suas asas. O Oito também despreza as regras e acha que elas só existem para serem quebradas. As únicas regras que valem são as feitas por ele.
A raiva do Oito é exteriorizada. Ao contrário do Um, que suspende a raiva, o Oito gosta de sentir raiva, se entrega a ela. Um Oito em crise se deixa dominar de tal forma pela raiva que pode se perder em seus excessos (de álcool, comida, trabalho, seja lá o que for).
Quando o Oito consegue dominar a si mesmo, consegue viver com mais leveza pois deixa de ver o mundo como um lugar hostil e as pessoas como inimigas.
Oitos famosos: Henrique VIII e Dr House (dá até a impressão que o criador da série pensou: “bem, vou criar uma série sobre um médico Oito....”)
Ele despreza a fraqueza, mas gosta de colocar os mais fracos sob suas asas. O Oito também despreza as regras e acha que elas só existem para serem quebradas. As únicas regras que valem são as feitas por ele.
A raiva do Oito é exteriorizada. Ao contrário do Um, que suspende a raiva, o Oito gosta de sentir raiva, se entrega a ela. Um Oito em crise se deixa dominar de tal forma pela raiva que pode se perder em seus excessos (de álcool, comida, trabalho, seja lá o que for).
Quando o Oito consegue dominar a si mesmo, consegue viver com mais leveza pois deixa de ver o mundo como um lugar hostil e as pessoas como inimigas.
Oitos famosos: Henrique VIII e Dr House (dá até a impressão que o criador da série pensou: “bem, vou criar uma série sobre um médico Oito....”)
Tipo 7 - ...mas que beleza, em fevereiro tem carnaval...
O Sete lida com o medo ignorando-o solenemente. Aliás solenemente não porque nada num Sete é solene. O Sete busca a segurança através de todo tipo de experiências positivas. Ele se refugia na alegria e no prazer e enfia a cabeça num buraco no chão como um avestruz quando se sente ameaçado.
Para alguém de fora esta atitude pode parecer escapista e é mesmo. Um Sete tem muita dificuldade de lidar com sofrimento. Se você tem um amigo Sete já deve ter percebido que ele some nos piores momentos da sua vida. E ele não é um traíra. Ele gosta mesmo de você, só que ele não consegue lidar com o sofrimento de jeito nenhum.
O Sete busca a alegria e gosta de semeá-la a seu redor. Mas, quando em crise, ele se dispersa com tanta excitação e se desgasta sem necessidade e sem conquistar nada. Quando a realidade bate, surge a depressão.
Quando o Sete consegue encarar a realidade e aceitá-la surge sua incrível capacidade de mitigar o sofrimento em todas as suas formas.
Setes famosos: Peter Pan, Charlie Harper (Two and a Half Men).
Para alguém de fora esta atitude pode parecer escapista e é mesmo. Um Sete tem muita dificuldade de lidar com sofrimento. Se você tem um amigo Sete já deve ter percebido que ele some nos piores momentos da sua vida. E ele não é um traíra. Ele gosta mesmo de você, só que ele não consegue lidar com o sofrimento de jeito nenhum.
O Sete busca a alegria e gosta de semeá-la a seu redor. Mas, quando em crise, ele se dispersa com tanta excitação e se desgasta sem necessidade e sem conquistar nada. Quando a realidade bate, surge a depressão.
Quando o Sete consegue encarar a realidade e aceitá-la surge sua incrível capacidade de mitigar o sofrimento em todas as suas formas.
Setes famosos: Peter Pan, Charlie Harper (Two and a Half Men).
terça-feira, 29 de junho de 2010
Tipo 6: Em caso de descompressão, máscaras cairão automaticamente.....
Para o Seis também a emoção básica é o medo mental.
O Seis percebe o mundo como um lugar perigoso e para se manter seguro desenvolve uma percepção acurada dos riscos possíveis e busca proteção externa. Um Seis sempre sabe instintivamente onde estão as saídas de emergência, as rotas de fuga, os extintores. Um Seis presta atenção nas normas de segurança do avião (e reclama que os coletes salva vidas são muito complicados de achar e de usar).
Um Seis pode ser fóbico ou contra-fóbico. O contra-fóbico acha que a melhor defesa é o ataque e sai batendo. O fóbico acha que a melhor defesa é a distância e corre.
Seis sempre têm um plano. Aliás, vários planos. Se tudo der certo, plano A, se chover, plano B, se nevar, plano C, se houver terremoto, plano D, se houver uma chuva de meteoros, plano E, se começar uma invasão alienígena, plano F.... e assim vai.
Um Seis em crise vê teorias da conspiração em todo lugar e, para se proteger, tenta cobrir todas as possibilidades com seus planos. Assim, perde o momento de conquistar as coisas. E, quando está fazendo isso, o Seis ainda por cima se acha super esperto. É um esquema muito eficiente de auto-sabotagem.
Quando o Seis consegue se ligar com a fé e a coragem, passa a acreditar em si mesmo, pára de buscar proteção externa e se torna apto a romper com as ferramentas de auto sabotagem que monta para si.
Seis famosos: eu. Tem também um tal de Woody Allen.
O Seis percebe o mundo como um lugar perigoso e para se manter seguro desenvolve uma percepção acurada dos riscos possíveis e busca proteção externa. Um Seis sempre sabe instintivamente onde estão as saídas de emergência, as rotas de fuga, os extintores. Um Seis presta atenção nas normas de segurança do avião (e reclama que os coletes salva vidas são muito complicados de achar e de usar).
Um Seis pode ser fóbico ou contra-fóbico. O contra-fóbico acha que a melhor defesa é o ataque e sai batendo. O fóbico acha que a melhor defesa é a distância e corre.
Seis sempre têm um plano. Aliás, vários planos. Se tudo der certo, plano A, se chover, plano B, se nevar, plano C, se houver terremoto, plano D, se houver uma chuva de meteoros, plano E, se começar uma invasão alienígena, plano F.... e assim vai.
Um Seis em crise vê teorias da conspiração em todo lugar e, para se proteger, tenta cobrir todas as possibilidades com seus planos. Assim, perde o momento de conquistar as coisas. E, quando está fazendo isso, o Seis ainda por cima se acha super esperto. É um esquema muito eficiente de auto-sabotagem.
Quando o Seis consegue se ligar com a fé e a coragem, passa a acreditar em si mesmo, pára de buscar proteção externa e se torna apto a romper com as ferramentas de auto sabotagem que monta para si.
Seis famosos: eu. Tem também um tal de Woody Allen.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Eneagrama - Tipo 5: Minha torre, meu mundo.
A emoção primordial do Cinco é o medo mental.
Aqui cabe uma explicação. Há o medo instintivo e há o medo mental. O medo instintivo é bom, faz parte de nossas ferramentas de sobrevivência. É aquele mecanismo que avisa você que é bom correr ou então se preparar para lutar. Já o medo mental é aquele que a gente cria com a própria mente, imaginando cenários e acontecimentos que no fim nunca acontecem (felizmente).
O Cinco busca o conhecimento para se sentir seguro. Ele bloqueia os instintos e sentimentos e se concentra nas informações. O Cinco gosta de se isolar e observar. Quando encontra pessoas de que gosta (poucas), baixa sua ponte levadiça e permite que adentrem seu espaço.
Como bloqueia os intintos e sentimentos, ele se sente “possuído”, tomado por um alien, quando vivencia alguma emoção. Sua reação neste caso é se afastar da emoção e avaliá-la intelectualmente.
Quando em crise o Cinco se apega exageradamente ao conhecimento e se isola do mundo para evitar o sofrimento da perda. Quando supera este medo, consegue perceber a abundância da vida e conquista o despreendimento através da percepção de que há muito de tudo para todos.
Cincos famosos: Kafka
Aqui cabe uma explicação. Há o medo instintivo e há o medo mental. O medo instintivo é bom, faz parte de nossas ferramentas de sobrevivência. É aquele mecanismo que avisa você que é bom correr ou então se preparar para lutar. Já o medo mental é aquele que a gente cria com a própria mente, imaginando cenários e acontecimentos que no fim nunca acontecem (felizmente).
O Cinco busca o conhecimento para se sentir seguro. Ele bloqueia os instintos e sentimentos e se concentra nas informações. O Cinco gosta de se isolar e observar. Quando encontra pessoas de que gosta (poucas), baixa sua ponte levadiça e permite que adentrem seu espaço.
Como bloqueia os intintos e sentimentos, ele se sente “possuído”, tomado por um alien, quando vivencia alguma emoção. Sua reação neste caso é se afastar da emoção e avaliá-la intelectualmente.
Quando em crise o Cinco se apega exageradamente ao conhecimento e se isola do mundo para evitar o sofrimento da perda. Quando supera este medo, consegue perceber a abundância da vida e conquista o despreendimento através da percepção de que há muito de tudo para todos.
Cincos famosos: Kafka
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Os tipos e a Copa do mundo
E o que faz cada um dos tipos durante uma Copa do Mundo?
Tipo 1: organiza um bolão, monta as tabelas, cria estatísticas e acompanha as pontuações.
Tipo 2: prepara pipoca para todos. Inclusive sem manteiga pra quem tem colesterol alto, sem sal pra que tem hipertensão, sem açúcar pra quem tem diabetes e sem milho pra quem está de dieta.
Tipo 3: monta estratégias pra vencer o bolão. Aliás, monta outro bolão, bem melhor do que aquele que o Um está organizando.
Tipo 4: não gosta de futebol. Prefere lacrosse.
Tipo 5: Copa do mundo? Que Copa? Eu nem liguei a TV este ano, tô lendo um livro tão bom....
Tipo 6: Monta um plano pra assistir os jogos de casa, longe das multidões e dos tumultos.
Tipo 7: Tá lá, de verde e amarelo até nas cuecas e na peruca, usando o chapéu mais ridículo que pôde encontrar, com tambor, pandeiro e vuvuzela e gritando “É campeão, é campeão...”.
Tipo 8: provoca a torcida da Argentina. E da Itália. E da Espanha. E chama pra briga.
Tipo 9: Analisa as qualidades de todas as seleções e conclui que todas merecem ganhar.
Tipo 1: organiza um bolão, monta as tabelas, cria estatísticas e acompanha as pontuações.
Tipo 2: prepara pipoca para todos. Inclusive sem manteiga pra quem tem colesterol alto, sem sal pra que tem hipertensão, sem açúcar pra quem tem diabetes e sem milho pra quem está de dieta.
Tipo 3: monta estratégias pra vencer o bolão. Aliás, monta outro bolão, bem melhor do que aquele que o Um está organizando.
Tipo 4: não gosta de futebol. Prefere lacrosse.
Tipo 5: Copa do mundo? Que Copa? Eu nem liguei a TV este ano, tô lendo um livro tão bom....
Tipo 6: Monta um plano pra assistir os jogos de casa, longe das multidões e dos tumultos.
Tipo 7: Tá lá, de verde e amarelo até nas cuecas e na peruca, usando o chapéu mais ridículo que pôde encontrar, com tambor, pandeiro e vuvuzela e gritando “É campeão, é campeão...”.
Tipo 8: provoca a torcida da Argentina. E da Itália. E da Espanha. E chama pra briga.
Tipo 9: Analisa as qualidades de todas as seleções e conclui que todas merecem ganhar.
Eneagrama - Tipo 4: I am the drama queen....

O Quatro gosta de pensar em si como uma criatura única e, quase sempre, o é. Ele busca a beleza, vive imerso em emoções e suspenso em algum lugar entre o passado e o futuro. Ele lembra sempre do passado, rememora cada sentimento, cada dor e mantém a esperança de que será feliz no futuro. Porém, perde o momento presente.
O Quatro tem a sensação de que algo falta em sua vida. Algo que todos têm menos ele e por isso sofre. E quando ele sofre.... o mundo tem que saber. O Quatro busca atenção através do próprio sofrimento. Crê que se souberem o quanto sofre, será amado. Muitas vezes opta por caminhos de vida tortuosos de forma inconsciente.
Quando em crise, o Quatro torna sua vida e a dos que estão a seu redor um turbilhão emocional, um círculo vicioso auto-destrutivo.
Porém quando consegue superar esta necessidade de obter simpatia através do sofrimento, é capaz de compreender os sentimentos dos outros como ninguém mais e expandir sua visão da beleza da vida. O Quatro é também aquele que consegue realmente enxergar as qualidades únicas de cada pessoa.
Quatros famosos: Van Gogh.
Quatros famosos: Van Gogh.
PS: Vi a imagem acima no ótimo blog eneagrama-ana.blogspot.com.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Eneagrama - Tipo 3: We are the champions
Para o Três o importante é a imagem. O Três acredita que somente é amado quando é admirado e elogiado. Para isso, busca manter uma imagem de sucesso e vitória. Por isso ele quer vencer sempre, ser sempre o melhor, o primeiro. O Três se refugia no trabalho, que é um ambiente em que sua performance pode ser medida e reconhecida e evita tirar férias, já que em férias ninguém vai perceber como ele é eficiente e talentoso. Aliás, o lazer estressa o Três. Não ter o que fazer é uma idéia que o perturba.
Para o Três é imprescindível mostrar que tudo está certo, tudo está bem. O importante não é ser feliz e sentir-se bem e sim projetar esta imagem. O que importa é o que o mundo está vendo.
Em crise, o Três sofre por viver uma mentira. A necessidade de manter uma imagem vitoriosa o obriga a negar seus sentimentos. Ele veste um sorriso e a idéia de que tudo está bem mesmo que o mundo esteja desabando sobre sua cabeça.
Mas, em equilíbrio o Três percebe que seu modus operandi é uma ferramenta de realização e não sua essência. Assim, consegue usar seus dons de comunicação e “marketing” e, ao mesmo tempo, conhecer seus próprios anseios e necessidades através da virtude da sinceridade.
Três famosos: Mônica Geller (de Friends).
Para o Três é imprescindível mostrar que tudo está certo, tudo está bem. O importante não é ser feliz e sentir-se bem e sim projetar esta imagem. O que importa é o que o mundo está vendo.
Em crise, o Três sofre por viver uma mentira. A necessidade de manter uma imagem vitoriosa o obriga a negar seus sentimentos. Ele veste um sorriso e a idéia de que tudo está bem mesmo que o mundo esteja desabando sobre sua cabeça.
Mas, em equilíbrio o Três percebe que seu modus operandi é uma ferramenta de realização e não sua essência. Assim, consegue usar seus dons de comunicação e “marketing” e, ao mesmo tempo, conhecer seus próprios anseios e necessidades através da virtude da sinceridade.
Três famosos: Mônica Geller (de Friends).
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Eneagrama - Tipo 2: Depois de tudo que fiz por você!
E voltando a nossa programação normal. Eu ia falar da viagem, mas vou deixar pra depois. Chega de irritar os Uns (por mais divertido que isso seja). Vou continuar com o que tinha começado: os tipos do eneagrama.
Hoje é a vez do tipo 2.
O Dois ama e acha que somente será amado e feliz se for necessário. Então ele se faz necessário. Ele tenta adivinhar as necessidades dos outros, se adiantar a elas e provê-las todas. Fica então com a sensação de que merece ter suas próprias necessidades atendidas da mesma forma. Quando os outros não correspondem… aiaiai. Estranhamente, os Dois têm um ótimo radar para perceber desejos e necessidades, mas têm um péssimo sensor para detectar limites. Ele é aquele que faz questão de aguar seu jardim e guardar sua correspondência mesmo que você não tenha pedido. E como aquele envelope parecia ser uma cobrança, ele tomou a liberdade de abrir porque se fosse o caso ele pagaria o boleto pra você. Percebeu o problema? O Dois não. Que problema? O que ele fez de errado? Ele só queria ajudar.
Se a paixão do Um é o perfeccionismo que, mal direcionado pela cólera leva à tirania e aos jogos de poder, a do Dois é o orgulho. Na visão do Dois em crise, só ele ama, só ele entende o amor, somente o amor dele é verdadeiro e digno. E não falamos aqui apenas do amor romântico e sim do amor em todas as suas formas. Assim, se ele não é retribuído da mesma forma (e é claro que ele não é) é porque o mundo é injusto e todas as pessoas são falsas, más e egoístas.
Porém, quando em equilíbrio, o Dois compreende a liberdade e se torna o grande ajudante altruísta, aquele que ajuda sem esperar retorno e que entende que cada um ama do seu jeito. Quando supera sua paixão, o Dois é realmente aquele que entende e conhece o amor verdadeiro.
Dois famosos: Madre Teresa de Calcutá e Marylin Monroe.
Hoje é a vez do tipo 2.
O Dois ama e acha que somente será amado e feliz se for necessário. Então ele se faz necessário. Ele tenta adivinhar as necessidades dos outros, se adiantar a elas e provê-las todas. Fica então com a sensação de que merece ter suas próprias necessidades atendidas da mesma forma. Quando os outros não correspondem… aiaiai. Estranhamente, os Dois têm um ótimo radar para perceber desejos e necessidades, mas têm um péssimo sensor para detectar limites. Ele é aquele que faz questão de aguar seu jardim e guardar sua correspondência mesmo que você não tenha pedido. E como aquele envelope parecia ser uma cobrança, ele tomou a liberdade de abrir porque se fosse o caso ele pagaria o boleto pra você. Percebeu o problema? O Dois não. Que problema? O que ele fez de errado? Ele só queria ajudar.
Se a paixão do Um é o perfeccionismo que, mal direcionado pela cólera leva à tirania e aos jogos de poder, a do Dois é o orgulho. Na visão do Dois em crise, só ele ama, só ele entende o amor, somente o amor dele é verdadeiro e digno. E não falamos aqui apenas do amor romântico e sim do amor em todas as suas formas. Assim, se ele não é retribuído da mesma forma (e é claro que ele não é) é porque o mundo é injusto e todas as pessoas são falsas, más e egoístas.
Porém, quando em equilíbrio, o Dois compreende a liberdade e se torna o grande ajudante altruísta, aquele que ajuda sem esperar retorno e que entende que cada um ama do seu jeito. Quando supera sua paixão, o Dois é realmente aquele que entende e conhece o amor verdadeiro.
Dois famosos: Madre Teresa de Calcutá e Marylin Monroe.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Pausa na nossa programação normal
Paradinha estratégica nos posts sobre eneagrama. Motivo: viagem.
Voltamos em breve.
*
Neste momento os UNS bufam revoltados com tanta desorganização. Os DOIS se enchem de amor e compreensão. Os TRÊS acham um absurdo parar tudo por uma viagem de férias. Os QUATRO estão pouco se lixando, mesmo porque acham o destino muito comum. Os CINCO estão estudando guias de viagem. Os SEIS vão me mandar e-mails perguntando se fiz seguro viagem (lógico que sim!). Os SETE vão querer ir junto. Os OITO estão me dando uma banana. E os NOVE estão na paz.
Voltamos em breve.
*
Neste momento os UNS bufam revoltados com tanta desorganização. Os DOIS se enchem de amor e compreensão. Os TRÊS acham um absurdo parar tudo por uma viagem de férias. Os QUATRO estão pouco se lixando, mesmo porque acham o destino muito comum. Os CINCO estão estudando guias de viagem. Os SEIS vão me mandar e-mails perguntando se fiz seguro viagem (lógico que sim!). Os SETE vão querer ir junto. Os OITO estão me dando uma banana. E os NOVE estão na paz.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Exemplo de Um
Pensei, pensei, mas foi dificil de achar.... também, quando achei, foi uma UM clássica.
Emily Gilmore. A mãe da Lorelai de Gilmore Girls é uma típica 1. Roupas e cabelos sempre impecáveis, sempre apropriados, sempre irrepreensíveis. Casa idem. As empregadas não duram uma semana trabalhando para ela, pois seu nível de exigência, altíssimo aceita nada menos que a perfeição. Ela chegou a demitir uma empregada só porque a moça fazia muito barulho quando andava. Lorelai entrou em trabalaho de parto enquanto estava sozinha em casa. Correu para a maternidade. Quando Emily chegou lá, Lorelai tomou uma tremenda bronca por ter ido sozinha a maternidade, porque isso não se faz, não é assim que deveria ser.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Eneagrama - Tipo 1: Que lindo, tudo certinho!
Bom, antes de começar a falar sobre o tipo 1, preciso explicar melhor algumas coisas.
*
Primeiro, cada pessoa pertence a um tipo. Somente um. "Ah, mas na minha vida profissional eu sou mais competitiva, na minha família eu sou mais cordata, tenho certeza que não posso ser do mesmo tipo nas duas circunstâncias...". Na verdade o que acontece é que, quando você está em equilíbrio você tem um pouco de cada tipo em suas atitudes. Além disso, você pode ter um toque de um determinado tipo em certos setores de sua vida. Eu, por exemplo, embora seja 6, tenho muito de 1 quando exerço o papel de mãe (tadinhos dos meus filhos....). Mas não se iluda, seu tipo é somente um e ele se manifesta mais claramente quando você está em crise. É o chamado "pecado" ou "paixão" do tipo. Eu, particularmente gosto de chamar de paixão porque emburrece, cega e a gente ainda acha legal e quer mais.
*
Resumindo, profissionalmente você pode ser mais competitivo, na vida familiar você pode ser mais passivo/pacífico, morando no Brasil você é mais expansivo, quando se mudou pro Japão se tornou mais introspectivo, sente-se inibido e intimidado quando fala em público, mas super confiante falando para poucas pessoas, enfim, você se comporta e se sente diferente em situações diversas. Mas lá no fundo, suas motivações são sempre as mesmas bem como sua paixão.
*
Preciso também falar dos centros de energia. Temos 3 centros: o mental ou da cabeça, o emocional ou do coração e o instintivo ou das entranhas. Cada tipo pertence a um centro e cada centro contempla três tipos.
*
E agora, que já irritei os Uns, que gostam de tudo organizadinho e na ordem certa, vamos começar.
*
O Um pertence ao centro instintivo, sua emoção é a raiva e ela é interiorizada.
*
O Um é um perfeccionista. Para ele existe apenas um jeito certo de viver e sentir e é o jeito dele. O erro o incomoda. Muito. O erro deve ser apontado e corrigido. Como seu ponto de vista é o certo, os outros devem obedecer, seguir o exemplo. Como isso não acontece, surge a raiva, os jogos de poder, de rejeição e culpa.
O Um pode parecer um tirano e é, quando está em crise. Mas a maior vítima desta tirania é ele próprio. Quando ele consegue lidar com a crise de forma sábia, surgem suas maravilhosas qualidades de serenidade, igualdade e perfeição natural.
Para o Um, todos são iguais.
As regras devem ser seguidas.
A beleza está na ordem.
Deus está na organização.
*
Eu disse antes que quando exerço o papel de mãe eu sou meio 1. Aliás, sou bem 1. Mas o que engatilha meus ataques de Um é o medo que o Seis sente (do qual vou falar depois). O medo de não passar valores corretamente, de não educar de forma apropriada, de estar sendo negligente ou indulgente demais com as crianças. Daí, me refugio na ordem, na perfeição, na severidade, nas regras do Um. São ações Um, motivadas pela crise do Seis.
*
Viu como sou fácil de conviver?
*
Primeiro, cada pessoa pertence a um tipo. Somente um. "Ah, mas na minha vida profissional eu sou mais competitiva, na minha família eu sou mais cordata, tenho certeza que não posso ser do mesmo tipo nas duas circunstâncias...". Na verdade o que acontece é que, quando você está em equilíbrio você tem um pouco de cada tipo em suas atitudes. Além disso, você pode ter um toque de um determinado tipo em certos setores de sua vida. Eu, por exemplo, embora seja 6, tenho muito de 1 quando exerço o papel de mãe (tadinhos dos meus filhos....). Mas não se iluda, seu tipo é somente um e ele se manifesta mais claramente quando você está em crise. É o chamado "pecado" ou "paixão" do tipo. Eu, particularmente gosto de chamar de paixão porque emburrece, cega e a gente ainda acha legal e quer mais.
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Resumindo, profissionalmente você pode ser mais competitivo, na vida familiar você pode ser mais passivo/pacífico, morando no Brasil você é mais expansivo, quando se mudou pro Japão se tornou mais introspectivo, sente-se inibido e intimidado quando fala em público, mas super confiante falando para poucas pessoas, enfim, você se comporta e se sente diferente em situações diversas. Mas lá no fundo, suas motivações são sempre as mesmas bem como sua paixão.
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Preciso também falar dos centros de energia. Temos 3 centros: o mental ou da cabeça, o emocional ou do coração e o instintivo ou das entranhas. Cada tipo pertence a um centro e cada centro contempla três tipos.
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E agora, que já irritei os Uns, que gostam de tudo organizadinho e na ordem certa, vamos começar.
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O Um pertence ao centro instintivo, sua emoção é a raiva e ela é interiorizada.
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O Um é um perfeccionista. Para ele existe apenas um jeito certo de viver e sentir e é o jeito dele. O erro o incomoda. Muito. O erro deve ser apontado e corrigido. Como seu ponto de vista é o certo, os outros devem obedecer, seguir o exemplo. Como isso não acontece, surge a raiva, os jogos de poder, de rejeição e culpa.
O Um pode parecer um tirano e é, quando está em crise. Mas a maior vítima desta tirania é ele próprio. Quando ele consegue lidar com a crise de forma sábia, surgem suas maravilhosas qualidades de serenidade, igualdade e perfeição natural.
Para o Um, todos são iguais.
As regras devem ser seguidas.
A beleza está na ordem.
Deus está na organização.
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Eu disse antes que quando exerço o papel de mãe eu sou meio 1. Aliás, sou bem 1. Mas o que engatilha meus ataques de Um é o medo que o Seis sente (do qual vou falar depois). O medo de não passar valores corretamente, de não educar de forma apropriada, de estar sendo negligente ou indulgente demais com as crianças. Daí, me refugio na ordem, na perfeição, na severidade, nas regras do Um. São ações Um, motivadas pela crise do Seis.
*
Viu como sou fácil de conviver?
segunda-feira, 24 de maio de 2010
O que é Eneagrama
O que eu mais gosto do pessoal que frequenta este cafofo é que vocês têm vida. Sábado e domingo o povo some daqui e eu acho o máximo porque isso significa que vocês têm mais o que fazer. Outra coisa que eu gosto é que vocês odeiam deixar comentários e preferem me mandar e-mails. Não entendo o motivo (timidez?), mas gosto. Tudo bem que gosto também de ter comentários, mas vejo tanta gente invadindo e dominando as caixas de comentários dos outros blogs que eu acho fofo ter leitores tão reservados, hehehe. Daí que nos últimos dias recebi uma avalanche de e-mails perguntando sobre eneagrama. E eu tava com uma preguicinha de entrar em maiores detalhes, mas simbora, xô preguiça!
*
Então, eneagrama é uma forma de autoconhecimento baseada nos 9 padrões de consciência, que alguns chamam de dons, ou virtudes. Daí você fala, como assim, só 9 tipos? Então você pega toda a humanidade e separa em 9 grupos? É isso? É, é isso. Mas mesmo assim, toda a complexidade de cada ser humano é levada em consideração. Porque estes tipos do eneagrama dizem respeito a motivação básica de cada pessoa.
*
Ah, antes de prosseguir, este não é um curso de enagrama. São só algumas informações e um bom punhado de achismos de alguém que realmente se entusiasmou com o assunto. Para maiores informações, mais acuradas, mais detalhadas, mais completas e melhores, sugiro fortemente um curso com A.Racily ( racily.eneagrama@yahoo.com.br ). Divertido, esclarecedor e com gosto de quero mais.
*
Bom, isso posto, temos então 9 tipos. Que são..... 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. É. Pois é. Números. Bem que podiam trocar os números por alguns nomes bem glamurosos e shykes, mas não... Mas vamos indo que vocês se acostumam.
*
E só pra fazer suspense, a partir de amanhã vou postando um tipo por dia.
*
Então, eneagrama é uma forma de autoconhecimento baseada nos 9 padrões de consciência, que alguns chamam de dons, ou virtudes. Daí você fala, como assim, só 9 tipos? Então você pega toda a humanidade e separa em 9 grupos? É isso? É, é isso. Mas mesmo assim, toda a complexidade de cada ser humano é levada em consideração. Porque estes tipos do eneagrama dizem respeito a motivação básica de cada pessoa.
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Ah, antes de prosseguir, este não é um curso de enagrama. São só algumas informações e um bom punhado de achismos de alguém que realmente se entusiasmou com o assunto. Para maiores informações, mais acuradas, mais detalhadas, mais completas e melhores, sugiro fortemente um curso com A.Racily ( racily.eneagrama@yahoo.com.br ). Divertido, esclarecedor e com gosto de quero mais.
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Bom, isso posto, temos então 9 tipos. Que são..... 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. É. Pois é. Números. Bem que podiam trocar os números por alguns nomes bem glamurosos e shykes, mas não... Mas vamos indo que vocês se acostumam.
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E só pra fazer suspense, a partir de amanhã vou postando um tipo por dia.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O Medo e eu
Veja o título deste post: o medo vem antes. E em maiúscula. Mas isso não é nada. Pensei inicialmente em "O Medão e euzinha". Porque é bem assim mesmo. O medo parece ser bem maior que eu. Explico.
A primeira vez que percebi a extensão do medo em minha vida e de sua influência em minhas decisões foi quando o Fabio fez um curso de eneagrama e, empolgado se pôs a pesquisar qual o meu tipo. Para quem não conhece, eneagrama é uma forma de autoconhecimento que se baseia nas motivações de cada pessoa, sendo que existem basicamente 9 motivações básicas. Após alguma pesquisa o meu tipo saltou a vista: 6 fóbico, resumidamente uma pessoa motivada pelo medo e que tende a reagir fugindo. Oras, isso não é nada lisonjeiro. Não é assim que quero que me vejam. Então neguei o quanto pude. Até o dia em que fui eu mesma fazer o curso (para saber mais, veja este post).
Daí, após 2 dias e meio de investigação e auto observação fui obrigada a encarar os fatos: sou mesmo um 6 fóbico. E o que me parecia normal e corriqueiro não o são. A saber: conhecer as saídas de emergência, as normas de segurança, como usar os dispositivos de segurança, escolher lugares com base em rotas de fuga, saber onde estão os extintores. É, eu sei. Sem comentários.
Mas, após aceitar que eu sou assim mesmo, as coisas ficam mais fáceis e é até possível se divertir com meus destemperos e neuroses. Conhecendo o mecanismo de sua motivação básica, você pode impedí-lo de se tornar um peso. Exemplo: eu sei onde estão os extintores e as saídas de emergência. Mas se eu percebo que o local em que estou não possui nenhum dos dois, relaxo e curto o passeio mesmo assim. Apesar do tamanho e força do medo, procuro focar na fé e na confiança.
Mas engraçado mesmo é quando topo com meus iguais. Com outras pessoas tomadas, levadas, envolvidas pelo medo. Como hoje. As crianças em casa estão meio resfriadinhas. Nada demais, considerando se o frio que tem feito. Mas como era de se esperar, entrei em pânico.
Liguei de novo para as clínicas particulares em busca da vacina da gripe suína. Nada. A previsão era terem em abril, passou para 15 de maio e agora talvez (TALVEZ) seja semana que vem. Pesquisei a campanha de vacinação para ver se alguém teve o bom senso de incluir as crianças em idade escolar. Nada.
Daí fiz o que qualquer cidadão sensato faria em meu lugar. Xinguei a ANVISA, maldisse o ministério da saúde, a secretaria da saúde, os laboratórios. Sobrou até para as populações indígenas, que receberam a vacina primeiro. Nada contra os índios, pelamordedeus, mas esse limbo étnico que nesse país serve pra justificar de tudo é um absurdo. Se eu fosse índia, trataria de declarar guerra e essa gentalha que suja o nome e a cultura de meu povo. E tenho dito. Mas divago.
O que eu quero dizer é que este tal critério da ANVISA para determinar o alvo da campanha de vacinação da H1N1 pode até ser coerente com o que dizem os profissionais da saúde. Mas eu não sou profissional da saúde. Sou mãe. E, se dependesse das mães, não haveria guerras e as vacinas seriam sempre dadas às crianças primeiro, no matter what.
Então, procurei na internet algum grupo de discussão de mães a respeito da H1N1, pra ver se alguém tinha alguma idéia de como obter a vacina. E me deparei com a seguinte frase: "...porque se a vacina for disponibilizada somente em maio pode ser tarde....". PODE SER TARDE. Minha reação foi rir. Nossa que exagero, que trágica.... hahaha. Até que percebi que lá no fundo da minha mente era exatamente isso que eu estava pensando. Que maio podia ser tarde. Gente do céu.... sou mais doida que eu pensava.
Daí baixou a sanidade de volta ao meu ser. Parei o que estava fazendo, deixei de lado meus planos mirabolantes de invadir um posto de saúde na calada da noite e roubar vacinas (imaginem euzinha, vestida de ninja, descendo do teto pendurada em uma corda, tipo Missão Impossível, pra roubar 2 doses de vacina....).
E estou tentando "ligar" a minha fé, a confiança em que nada de mau acontecerá, que tudo tem remédio e que vacina chegará logo as clínicas particulares.
Mas se você aí souber de algum modo legal de obter vacinas da H1N1, me fala, ok?
A primeira vez que percebi a extensão do medo em minha vida e de sua influência em minhas decisões foi quando o Fabio fez um curso de eneagrama e, empolgado se pôs a pesquisar qual o meu tipo. Para quem não conhece, eneagrama é uma forma de autoconhecimento que se baseia nas motivações de cada pessoa, sendo que existem basicamente 9 motivações básicas. Após alguma pesquisa o meu tipo saltou a vista: 6 fóbico, resumidamente uma pessoa motivada pelo medo e que tende a reagir fugindo. Oras, isso não é nada lisonjeiro. Não é assim que quero que me vejam. Então neguei o quanto pude. Até o dia em que fui eu mesma fazer o curso (para saber mais, veja este post).
Daí, após 2 dias e meio de investigação e auto observação fui obrigada a encarar os fatos: sou mesmo um 6 fóbico. E o que me parecia normal e corriqueiro não o são. A saber: conhecer as saídas de emergência, as normas de segurança, como usar os dispositivos de segurança, escolher lugares com base em rotas de fuga, saber onde estão os extintores. É, eu sei. Sem comentários.
Mas, após aceitar que eu sou assim mesmo, as coisas ficam mais fáceis e é até possível se divertir com meus destemperos e neuroses. Conhecendo o mecanismo de sua motivação básica, você pode impedí-lo de se tornar um peso. Exemplo: eu sei onde estão os extintores e as saídas de emergência. Mas se eu percebo que o local em que estou não possui nenhum dos dois, relaxo e curto o passeio mesmo assim. Apesar do tamanho e força do medo, procuro focar na fé e na confiança.
Mas engraçado mesmo é quando topo com meus iguais. Com outras pessoas tomadas, levadas, envolvidas pelo medo. Como hoje. As crianças em casa estão meio resfriadinhas. Nada demais, considerando se o frio que tem feito. Mas como era de se esperar, entrei em pânico.
Liguei de novo para as clínicas particulares em busca da vacina da gripe suína. Nada. A previsão era terem em abril, passou para 15 de maio e agora talvez (TALVEZ) seja semana que vem. Pesquisei a campanha de vacinação para ver se alguém teve o bom senso de incluir as crianças em idade escolar. Nada.
Daí fiz o que qualquer cidadão sensato faria em meu lugar. Xinguei a ANVISA, maldisse o ministério da saúde, a secretaria da saúde, os laboratórios. Sobrou até para as populações indígenas, que receberam a vacina primeiro. Nada contra os índios, pelamordedeus, mas esse limbo étnico que nesse país serve pra justificar de tudo é um absurdo. Se eu fosse índia, trataria de declarar guerra e essa gentalha que suja o nome e a cultura de meu povo. E tenho dito. Mas divago.
O que eu quero dizer é que este tal critério da ANVISA para determinar o alvo da campanha de vacinação da H1N1 pode até ser coerente com o que dizem os profissionais da saúde. Mas eu não sou profissional da saúde. Sou mãe. E, se dependesse das mães, não haveria guerras e as vacinas seriam sempre dadas às crianças primeiro, no matter what.
Então, procurei na internet algum grupo de discussão de mães a respeito da H1N1, pra ver se alguém tinha alguma idéia de como obter a vacina. E me deparei com a seguinte frase: "...porque se a vacina for disponibilizada somente em maio pode ser tarde....". PODE SER TARDE. Minha reação foi rir. Nossa que exagero, que trágica.... hahaha. Até que percebi que lá no fundo da minha mente era exatamente isso que eu estava pensando. Que maio podia ser tarde. Gente do céu.... sou mais doida que eu pensava.
Daí baixou a sanidade de volta ao meu ser. Parei o que estava fazendo, deixei de lado meus planos mirabolantes de invadir um posto de saúde na calada da noite e roubar vacinas (imaginem euzinha, vestida de ninja, descendo do teto pendurada em uma corda, tipo Missão Impossível, pra roubar 2 doses de vacina....).
E estou tentando "ligar" a minha fé, a confiança em que nada de mau acontecerá, que tudo tem remédio e que vacina chegará logo as clínicas particulares.
Mas se você aí souber de algum modo legal de obter vacinas da H1N1, me fala, ok?
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Surtei
Pois é. Bebê no berçário. Alta ansiedade. Melhor sair de casa e dar uma volta, certo? Hum.... Então eu resolvi sair. Estamos planejando uma viagem para o mês que vem e deve estar muito calor no nosso destino. E anda hiper difícil achar roupas de verão para bebês. Então decidi ir a uma ponta de estoque só pra dar uma olhada. Ah ta....
Primeiro fui a loja da BBmoderno. Fica no Itaim e é uma tentação. Como eu queria roupas fora da estação a vendedora me levou pro andar de cima, onde fica a ponta de estoque. Imaginei algumas pecinhas e pouca numeração. Péééééin. Errado! As araras estavam CHEIAS de opções lindas. Inclusive algumas roupinhas de frio! Enfiei os dois pés na jaca com classe e vontade.
Como a jaca já estava pisada mesmo, resolvi ver algumas roupas para a Isabella também. Daí já tinha menos opções, porque a grife trabalha com roupas até 6 anos. Mas mesmo assim garimpei algumas calças e vestidos por preços excelentes.
De lá, sempre tendo em mente que a jaca já era, fui ao Outlet Infantil, na Liberdade (av Liberdade, 128). Fantástico. Peças da Green e da You com até 50% de desconto. Uma arara nos fundos com 70% de desconto, só porque as peças eram de coleções antigas. Lá achei mais coisas para a Isabella do que para o Roger. Calças de veludo lindas por menos de 30,00. Aiaiai...
Aproveitei e entrei numa das mercearias da Liberdade e arrematei meu dia de preços baixos comprando 3 caixas de shimeji a 2,60 cada, sendo que na feira perto de casa elas custam 6,00 no mínimo.
Primeiro fui a loja da BBmoderno. Fica no Itaim e é uma tentação. Como eu queria roupas fora da estação a vendedora me levou pro andar de cima, onde fica a ponta de estoque. Imaginei algumas pecinhas e pouca numeração. Péééééin. Errado! As araras estavam CHEIAS de opções lindas. Inclusive algumas roupinhas de frio! Enfiei os dois pés na jaca com classe e vontade.
Como a jaca já estava pisada mesmo, resolvi ver algumas roupas para a Isabella também. Daí já tinha menos opções, porque a grife trabalha com roupas até 6 anos. Mas mesmo assim garimpei algumas calças e vestidos por preços excelentes.
De lá, sempre tendo em mente que a jaca já era, fui ao Outlet Infantil, na Liberdade (av Liberdade, 128). Fantástico. Peças da Green e da You com até 50% de desconto. Uma arara nos fundos com 70% de desconto, só porque as peças eram de coleções antigas. Lá achei mais coisas para a Isabella do que para o Roger. Calças de veludo lindas por menos de 30,00. Aiaiai...
Aproveitei e entrei numa das mercearias da Liberdade e arrematei meu dia de preços baixos comprando 3 caixas de shimeji a 2,60 cada, sendo que na feira perto de casa elas custam 6,00 no mínimo.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Stress e algumas considerações
Primeira semana do Roger no berçário. O berçário é excelente. Sei que esta é a decisão correta. Mas meu coração está pequenininho e em pedaços.
*
No primeiro dia de berçário, resolvi me manter bem ocupada pra não ficar remoendo a culpa. Fui, então, a dentista que já havia me dito que ia judiar de mim. Achei que, sentindo dor, não iria conseguir sofrer. Não adiantou nada.
*
Freud diria que eu estava tentando me punir. Nha... não funcionou de qualquer jeito.
*
E pra ajudar, minha assistente do lar começou a chorar quando eu disse que o Roger tinha ido ao berçário. Pode?????
*
E, como qualquer um que me conhece bem pode atestar, o stress da culpa aumenta ainda mais minha ansiedade e minha irritação, que não são coisa pouca. Então, vai vendo.
*
Alguns pensamentos que têm iluminado minha semana tão bacaninha:
*
Eu não sou apressada. O resto do mundo é que é lerdo.
*
Gente lerda só existe pra me irritar.
*
Dormir pra que, minha gente?
*
Teve um tempo que eu conseguia meditar. Ficar parada respirando relaxadamente durante 30, 40 minutos. O que aconteceu comigo?
*
Rosnei contra umas 5 pessoas no trânsito, só na parte da manhã. Porque todo mundo faz questão de entrar na minha frente e daí, subitamente, perdem a pressa? Ah, claro... pra me irritar.
*
No primeiro dia de berçário, resolvi me manter bem ocupada pra não ficar remoendo a culpa. Fui, então, a dentista que já havia me dito que ia judiar de mim. Achei que, sentindo dor, não iria conseguir sofrer. Não adiantou nada.
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Freud diria que eu estava tentando me punir. Nha... não funcionou de qualquer jeito.
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E pra ajudar, minha assistente do lar começou a chorar quando eu disse que o Roger tinha ido ao berçário. Pode?????
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E, como qualquer um que me conhece bem pode atestar, o stress da culpa aumenta ainda mais minha ansiedade e minha irritação, que não são coisa pouca. Então, vai vendo.
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Alguns pensamentos que têm iluminado minha semana tão bacaninha:
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Eu não sou apressada. O resto do mundo é que é lerdo.
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Gente lerda só existe pra me irritar.
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Dormir pra que, minha gente?
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Teve um tempo que eu conseguia meditar. Ficar parada respirando relaxadamente durante 30, 40 minutos. O que aconteceu comigo?
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Rosnei contra umas 5 pessoas no trânsito, só na parte da manhã. Porque todo mundo faz questão de entrar na minha frente e daí, subitamente, perdem a pressa? Ah, claro... pra me irritar.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Homem é uma coisa ótima
Não, o título deste post não é irônico: eu realmente penso assim.
O mundo masculino sempre me fascinou. As coisas sempre parecem mais fáceis, mais simples para os homens. Daí uma feminista mais empedernida bradaria "porque o mundo é masculino, o status quo é masculino, yadda, yadda, yadda!". Discordo. A coisas parecem fáceis para os homens porque eles facilitam as coisas. O mundo parece simples, porque eles simplificam. Só isso.
Mulheres sofrem. Homens resolvem. Mulheres tentam ser perfeitas. Homens tentam ser felizes. Mulheres querem ser autosuficientes. Homens delegam. Mulheres sentem culpa, medo, se martirizam. Homens tocam um foda-se e seguem adiante.
Não que nós mulheres estejamos erradas. É só uma questão de modus operandi. E complementação. Homens funcionam de um jeito e mulheres de outro. E um dá suporte para o outro. Simples assim.
Porque quando uma mulher reclama de um homem, normalmente está reclamando de que ele não é mulher. "Ele acha que pode resolver tudo", "ele não entende que só estou desabafando", "ele não percebe o que estou sentindo", "ele não gosta de conversar" . Tudo isto pode ser resumido a "ele não é minha melhor amiga". Não, chuchu, ele não é. Ainda bem.
Veja só: outro dia eu estava um caco. Bebê de 1 mês em casa, mamando em horários absurdos, com crises de cólica tenebrosas. Criança de 5 anos entediada, vendo TV o dia inteiro. Eu, me martirizando. Sentindo culpa pelo tédio da mais velha, pela cólica e pela fome ultra-mega-blaster do mais novo. Eu me preocupando com os efeitos de 6 horas consecutivas de TV no desenvolvimento da mais velha. Eu me sentindo uma bruxa por estar cansada e irritada. Eu me sentindo culpada por desejar mandar a mais velha para a escola, onde estão rolando atividades de férias. "Que droga de mãe eu sou, não dou conta de duas crianças super boazinhas!".
O Fabio chegou em casa e, vendo minha cara péssima, perguntou se eu estava cansada. Eu, com vontade de berrar SIM! Mas lembre-se: ele não é mulher, ele não adivinha sentimentos. Ele perguntou se eu passava o dia preocupada com a Isabella estar entediada. Sim, oras, claro. Então ele não sabe que é tudo minha culpa? Em seguida, ele fez o que os homens fazem: resolveu o problema. Decidiu que a Isabella iria a escola no dia seguinte, informou isso a ela, ela choramingou e ele calmamente explicou que ela não estava indo para um campo de concentração e sim para um lugar onde os amigos dela estavam brincando, onde tinha piscina, passeios, piqueniques, cineminha, etc. Enquanto eu esboçava um protesto contra sua "intromissão", ele decidiu também que naquela noite o bebê só tomaria mamadeira, e que o turno da noite seria dele.
Graças a ele, consegui descansar o suficiente. Consegui desestressar o suficiente. A Isabella está animada e bem ativa. O Roger está regularizando o ritmo das mamadas. E cá estou eu hoje animada o bastante pra escrever este post.
E então? Homem não é mesmo uma coisa ótima?
O mundo masculino sempre me fascinou. As coisas sempre parecem mais fáceis, mais simples para os homens. Daí uma feminista mais empedernida bradaria "porque o mundo é masculino, o status quo é masculino, yadda, yadda, yadda!". Discordo. A coisas parecem fáceis para os homens porque eles facilitam as coisas. O mundo parece simples, porque eles simplificam. Só isso.
Mulheres sofrem. Homens resolvem. Mulheres tentam ser perfeitas. Homens tentam ser felizes. Mulheres querem ser autosuficientes. Homens delegam. Mulheres sentem culpa, medo, se martirizam. Homens tocam um foda-se e seguem adiante.
Não que nós mulheres estejamos erradas. É só uma questão de modus operandi. E complementação. Homens funcionam de um jeito e mulheres de outro. E um dá suporte para o outro. Simples assim.
Porque quando uma mulher reclama de um homem, normalmente está reclamando de que ele não é mulher. "Ele acha que pode resolver tudo", "ele não entende que só estou desabafando", "ele não percebe o que estou sentindo", "ele não gosta de conversar" . Tudo isto pode ser resumido a "ele não é minha melhor amiga". Não, chuchu, ele não é. Ainda bem.
Veja só: outro dia eu estava um caco. Bebê de 1 mês em casa, mamando em horários absurdos, com crises de cólica tenebrosas. Criança de 5 anos entediada, vendo TV o dia inteiro. Eu, me martirizando. Sentindo culpa pelo tédio da mais velha, pela cólica e pela fome ultra-mega-blaster do mais novo. Eu me preocupando com os efeitos de 6 horas consecutivas de TV no desenvolvimento da mais velha. Eu me sentindo uma bruxa por estar cansada e irritada. Eu me sentindo culpada por desejar mandar a mais velha para a escola, onde estão rolando atividades de férias. "Que droga de mãe eu sou, não dou conta de duas crianças super boazinhas!".
O Fabio chegou em casa e, vendo minha cara péssima, perguntou se eu estava cansada. Eu, com vontade de berrar SIM! Mas lembre-se: ele não é mulher, ele não adivinha sentimentos. Ele perguntou se eu passava o dia preocupada com a Isabella estar entediada. Sim, oras, claro. Então ele não sabe que é tudo minha culpa? Em seguida, ele fez o que os homens fazem: resolveu o problema. Decidiu que a Isabella iria a escola no dia seguinte, informou isso a ela, ela choramingou e ele calmamente explicou que ela não estava indo para um campo de concentração e sim para um lugar onde os amigos dela estavam brincando, onde tinha piscina, passeios, piqueniques, cineminha, etc. Enquanto eu esboçava um protesto contra sua "intromissão", ele decidiu também que naquela noite o bebê só tomaria mamadeira, e que o turno da noite seria dele.
Graças a ele, consegui descansar o suficiente. Consegui desestressar o suficiente. A Isabella está animada e bem ativa. O Roger está regularizando o ritmo das mamadas. E cá estou eu hoje animada o bastante pra escrever este post.
E então? Homem não é mesmo uma coisa ótima?
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Feliz Ano Novo
Andei sumida, mas tive bons motivos.
*
O Roger nasceu, é um menino lindo, fofo e calminho.
*
As primeiras semanas, porém, são sempre meio difíceis e cansativas, então somente agora, consigo postar algumas linhas para desejar um Feliz 2010 para todos vcs.
*
E agora vou lá que o dever me chama.
*
O Roger nasceu, é um menino lindo, fofo e calminho.
*
As primeiras semanas, porém, são sempre meio difíceis e cansativas, então somente agora, consigo postar algumas linhas para desejar um Feliz 2010 para todos vcs.
*
E agora vou lá que o dever me chama.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Fim de ano, fim da picada
Eu amo Natal. Sempre amei as festas de fim de ano. Desde criança, ansiava pelo clima de festas, pelo espirito natalino. Mas agora....
O espirito natalino morreu. Ele foi sufocado pelo desespero das compras, pela logística das festas e visitas, pelas obrigações, pelas festas da empresa, dos clientes, dos clubes, das escolas, pelo trânsito infernal, pela ansiedade, pela pressa, pelos deveres.Meu calendário de obrigações e eventos está tão concorrido que, se eu receber mais um convite pra alguma coisa em dezembro, vou chorar de desespero. Se meu filho nascer neste mês, só vai ter seu aniversário comemorado em janeiro, porque acho que ninguém consegue tolerar mais nada neste mês.
Meu humor está péssimo. Estou rosnando pra mim mesma. Estou achando tudo uma merda.
Sinto me incapaz de sentir qualquer tipo de alegria. Claro que deve ter um fator hormonal nisso e o fato de estar me sentindo um hipopótamo também não está ajudando. Mas estou exausta. Por que TUDO tem que ser em dezembro? Todos os relatórios do universo tem que ser entregues em dezembro. Minha avaliação na empresa tem que ser feita em dezembro. Meu planejamento tem que ser feito em dezembro. A apresentacao de balé da minha filha tem que ser em dezembro. Aaaaaahhhhhhh! Não dá mesmo pra fazer nada nos outros 11 meses do ano????
Mas deixa estar. Pro ano que vem estou bolando uma estratégia para poder curtir o
espírito natalino em paz.
1. Escolher 1 (uma) apresentação de cada criança para assistir e participar.Combinar com cada um dos pimpolhos de qual apresentação eles querem fazer parte. Apenas uma. Natação? Balé? Judô? Apresentação no bazar de Natal? Festa de encerramento? Só uma.
2. Fechar TODOS os checkups da familia no maximo em novembro.
3. Aliás, eleger novembro como data máxima pra tudo. Lavar cortinas e estofados. Pintar a casa. Pequenas, médias e grandes reformas. De tal forma que nenhum prestador de serviço ponha os pés na sua casa no mês de dezembro.
4. Combinar com família e amigos que presente, só para as crianças. Depois de um certo estranhamento, os adultos vão ficar aliviados.
5. Tirar férias em dezembro. Se não no mes todo, pelo menos no final. Assim vc se livra das festas da empresa, do cliente, dos 300 amigos secretos, de fazer sua avaliacao de final de ano, de avaliar seus colegas no final de ano, de fazer o seu planejamento de final de ano, de fazer o planejamento de sua equipe no final de ano. Fique tranquilo: ou vc faz estas tralhas antes, em novembro, ou faz em janeiro e o mundo vai continuar girando do mesmo jeito de sempre.
6. Tirou suas férias? Então viaje pra Lapônia. Ninguém vai te achar lá. Com sorte seu celular, e-mail e blackberry nem vao funcionar por la. E quem sabe vc nao topa com o Papai Noel?
O espirito natalino morreu. Ele foi sufocado pelo desespero das compras, pela logística das festas e visitas, pelas obrigações, pelas festas da empresa, dos clientes, dos clubes, das escolas, pelo trânsito infernal, pela ansiedade, pela pressa, pelos deveres.Meu calendário de obrigações e eventos está tão concorrido que, se eu receber mais um convite pra alguma coisa em dezembro, vou chorar de desespero. Se meu filho nascer neste mês, só vai ter seu aniversário comemorado em janeiro, porque acho que ninguém consegue tolerar mais nada neste mês.
Meu humor está péssimo. Estou rosnando pra mim mesma. Estou achando tudo uma merda.
Sinto me incapaz de sentir qualquer tipo de alegria. Claro que deve ter um fator hormonal nisso e o fato de estar me sentindo um hipopótamo também não está ajudando. Mas estou exausta. Por que TUDO tem que ser em dezembro? Todos os relatórios do universo tem que ser entregues em dezembro. Minha avaliação na empresa tem que ser feita em dezembro. Meu planejamento tem que ser feito em dezembro. A apresentacao de balé da minha filha tem que ser em dezembro. Aaaaaahhhhhhh! Não dá mesmo pra fazer nada nos outros 11 meses do ano????
Mas deixa estar. Pro ano que vem estou bolando uma estratégia para poder curtir o
espírito natalino em paz.
1. Escolher 1 (uma) apresentação de cada criança para assistir e participar.Combinar com cada um dos pimpolhos de qual apresentação eles querem fazer parte. Apenas uma. Natação? Balé? Judô? Apresentação no bazar de Natal? Festa de encerramento? Só uma.
2. Fechar TODOS os checkups da familia no maximo em novembro.
3. Aliás, eleger novembro como data máxima pra tudo. Lavar cortinas e estofados. Pintar a casa. Pequenas, médias e grandes reformas. De tal forma que nenhum prestador de serviço ponha os pés na sua casa no mês de dezembro.
4. Combinar com família e amigos que presente, só para as crianças. Depois de um certo estranhamento, os adultos vão ficar aliviados.
5. Tirar férias em dezembro. Se não no mes todo, pelo menos no final. Assim vc se livra das festas da empresa, do cliente, dos 300 amigos secretos, de fazer sua avaliacao de final de ano, de avaliar seus colegas no final de ano, de fazer o seu planejamento de final de ano, de fazer o planejamento de sua equipe no final de ano. Fique tranquilo: ou vc faz estas tralhas antes, em novembro, ou faz em janeiro e o mundo vai continuar girando do mesmo jeito de sempre.
6. Tirou suas férias? Então viaje pra Lapônia. Ninguém vai te achar lá. Com sorte seu celular, e-mail e blackberry nem vao funcionar por la. E quem sabe vc nao topa com o Papai Noel?
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Niver
Mais um ano completado, mais um inferno astral que termina. Mais um bolo. Nenhuma crise a vista, por enquanto.
*
Começando o dia, um café da manhã inusitado com minha mãe e tios. Um jeito muito bom de começar o dia.
*
Para comemorar, almoço no PJ Clarkes, que eu insisto em chamar de PJ Harveys... Delícia: o melhor hamburguer que como em muito tempo. E, fechando, um cheesecake celestial. Nham!
*
A noite, e o toró permitir, cineminha com maridón. Talvez 500 Dias Com Ela, talvez Julie & Julia. A ver...
*
Começando o dia, um café da manhã inusitado com minha mãe e tios. Um jeito muito bom de começar o dia.
*
Para comemorar, almoço no PJ Clarkes, que eu insisto em chamar de PJ Harveys... Delícia: o melhor hamburguer que como em muito tempo. E, fechando, um cheesecake celestial. Nham!
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A noite, e o toró permitir, cineminha com maridón. Talvez 500 Dias Com Ela, talvez Julie & Julia. A ver...
sábado, 21 de novembro de 2009
Bunda de fora, bunda coberta e a NET dos infernos
Depois de uma longa semana ouvindo falar do tal vestidinho da tal mocinha da tal faculdadezinha, e que certamente acabará entrando para o panteão das semi celebridades, percebo que, mais do que a bunda de fora, a bunda coberta me irrita muitíssimo mais. Explico.
Se a tal mocinha quer usar um vestido ínfimo, isso é problema dela. Ela ainda estaria no mais absoluto anonimato, irritando ninguém, não fosse a atitude absurda de seus colegas e a forma infeliz com que a faculdade em questão se portou. Aliás, só pra esclarecer, continuamos no Brasil, certo? Desde quando bunda de fora é alguma novidade por aqui? Bunda de fora é uma instituição nacional, ao lado da cachaça, do atraso e do jeitinho. Você pode até não gostar de bunda de fora, pero que las hay, las hay.
Agora, anti natural e inexplicável é a mania da bunda coberta. Olhe ao seu redor: todo mundo que presta algum tipo de serviço se tornou especialista em cobrir a própria bunda. Porteiro, pedreiro, encanador, técnico de eletrodomésticos e, last but not least, instaladores de NET dos quintos dos infernos. Todos eles, TODOS mesmo, são especialistas em tirar o deles da reta e colocar o dos outros. O serviço que eles deveriam prestar e a solução do seu problema ficam em segundo plano.O primordial é provar que a culpa não é deles.
Claro que se sua filha está sem TV há 4 longas semanas e você está sem internet, sendo que você trabalha de casa e precisa da dita cuja, a última coisa que te interessa é de quem é a culpa. Você só quer que resolvam, certo? Sim, só falta os cabeças de bagre entenderem isso.
Porque mal o sujeito cruza a porta e lá vem o discursinho, ah, veja bem, isso não é bem comigo. Meu sonho dourado é que a NET dos infernos me mande um dia um técnico mudo. Um sujeito que entre em minha casa mudo, saia calado e resolva o problema. Porque até agora só mandaram políticos. O cara vem, fala, discursa, explica, ilustra, promete.... e não cumpre.
Outro dia veio o técnico instalar a lava-louças. Até ele me tascou a conversinha padrão: ih dona Kelly, saquiqué.... tem gesso no plug e daí tem que ver né... porque posso até tentar tirar o plug, mas e se entra gesso e tal.... é bom chamar um encanador. E eu, na minha ignorância, olhando praquilo e pensando, mas que merda, não é só puxar a droga do plug? Pra que um encanador pra fazer isso???? Fiquei bem uns 5 minutos olhando pro rapaz com cara de "e daí, bróda, resolve aí meu problema", quando fui atingida pela revelação: o cara só queria cobrir a própria bunda, ele só queria meu aval, para caso houvesse algum problema eu não comesse o fígado dele. O que ele não percebia é que minha paciência já estava no limite e que eu já estava querendo comer o fígado dele de qualquer jeito!
Dei então meu salto de fé e disse "manda ver Dennys, confio em você, puxe o plug e seja meu herói". O plug saiu (lógico!!!!), ele me deu um sorriso e disse " Puxa dona Kelly, é bom quando o cliente confia ni nóis....". Pois é Dennys. Mas é melhor ainda quando vocês confiam em vocês mesmos e fazem o seu trabalho sem causar.
Enquanto isso, continuo esperando que a droga da NET do inferno consiga a grande façanha de instalar TV e internet aqui em casa. Dizem que a NET não consegue resolver nada em menos de 5 visitas. Vamos ver, falta só mais uma. Meu marido diz que a culpa não é da NET. Mas eu não quero saber de culpa. Quero é ver TV. E um técnico mudo e que não seja nó-cego.
Se a tal mocinha quer usar um vestido ínfimo, isso é problema dela. Ela ainda estaria no mais absoluto anonimato, irritando ninguém, não fosse a atitude absurda de seus colegas e a forma infeliz com que a faculdade em questão se portou. Aliás, só pra esclarecer, continuamos no Brasil, certo? Desde quando bunda de fora é alguma novidade por aqui? Bunda de fora é uma instituição nacional, ao lado da cachaça, do atraso e do jeitinho. Você pode até não gostar de bunda de fora, pero que las hay, las hay.
Agora, anti natural e inexplicável é a mania da bunda coberta. Olhe ao seu redor: todo mundo que presta algum tipo de serviço se tornou especialista em cobrir a própria bunda. Porteiro, pedreiro, encanador, técnico de eletrodomésticos e, last but not least, instaladores de NET dos quintos dos infernos. Todos eles, TODOS mesmo, são especialistas em tirar o deles da reta e colocar o dos outros. O serviço que eles deveriam prestar e a solução do seu problema ficam em segundo plano.O primordial é provar que a culpa não é deles.
Claro que se sua filha está sem TV há 4 longas semanas e você está sem internet, sendo que você trabalha de casa e precisa da dita cuja, a última coisa que te interessa é de quem é a culpa. Você só quer que resolvam, certo? Sim, só falta os cabeças de bagre entenderem isso.
Porque mal o sujeito cruza a porta e lá vem o discursinho, ah, veja bem, isso não é bem comigo. Meu sonho dourado é que a NET dos infernos me mande um dia um técnico mudo. Um sujeito que entre em minha casa mudo, saia calado e resolva o problema. Porque até agora só mandaram políticos. O cara vem, fala, discursa, explica, ilustra, promete.... e não cumpre.
Outro dia veio o técnico instalar a lava-louças. Até ele me tascou a conversinha padrão: ih dona Kelly, saquiqué.... tem gesso no plug e daí tem que ver né... porque posso até tentar tirar o plug, mas e se entra gesso e tal.... é bom chamar um encanador. E eu, na minha ignorância, olhando praquilo e pensando, mas que merda, não é só puxar a droga do plug? Pra que um encanador pra fazer isso???? Fiquei bem uns 5 minutos olhando pro rapaz com cara de "e daí, bróda, resolve aí meu problema", quando fui atingida pela revelação: o cara só queria cobrir a própria bunda, ele só queria meu aval, para caso houvesse algum problema eu não comesse o fígado dele. O que ele não percebia é que minha paciência já estava no limite e que eu já estava querendo comer o fígado dele de qualquer jeito!
Dei então meu salto de fé e disse "manda ver Dennys, confio em você, puxe o plug e seja meu herói". O plug saiu (lógico!!!!), ele me deu um sorriso e disse " Puxa dona Kelly, é bom quando o cliente confia ni nóis....". Pois é Dennys. Mas é melhor ainda quando vocês confiam em vocês mesmos e fazem o seu trabalho sem causar.
Enquanto isso, continuo esperando que a droga da NET do inferno consiga a grande façanha de instalar TV e internet aqui em casa. Dizem que a NET não consegue resolver nada em menos de 5 visitas. Vamos ver, falta só mais uma. Meu marido diz que a culpa não é da NET. Mas eu não quero saber de culpa. Quero é ver TV. E um técnico mudo e que não seja nó-cego.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Lindos homens feios
Estava assistindo Lie to Me dia desses. Pouco antes de me irritar com a dublagem (aliás, que ideiazinha de jerico da dona Fox, hein. Sugiro trocar o nome do canal para Donkey, um animal mais apropriado....) e com as legendas PÉSSIMAS da operadora, tive uma revelação: gosto de homens feios.
Tá que isso nem é exatamente uma novidade. Meu marido costuma me dizer isso em tom de provocação: que tenho péssimo gosto para homens e só gosto dos feios. Daí, respondo que a única exceção é ele, que é um gato. Daí ele torce o nariz, rimos e ficamos por isso. Mas, não é que ele está certo?
O personagem principal de Lie to Me é Cal Lightman, vivido por Tim Roth, ator que é indiscutivelmente feio. Além de feio, não é elegante e praticamente só interpreta esquisitões e/ou vilões. Mas mesmo assim.... Mesmo assim, o que? Difícil de explicar, mas achei o ator/personagem altamente instigante, interessante e, tá, sedutor.
Então pensei, mas que coisa, gosto dos bonitos também, oras. Por exemplo o... o...., bem.... o... Cacilda, não tem! Só consegui pensar no Josh Holloway, que faz o Sawyer em Lost. Mas este é hour concours certo? Está inclusive acima do conceito de beleza. Fora ele, os personagens que povoam minha imaginação são mesmo todos esteticamente inibidos. Ou feios mesmo.
Os bonitos, aqueles de beleza indiscutível, chamam a atenção num primeiro momento. A beleza enche os olhos e ofusca todo o resto. Mas pouco tempo depois, ela cai na banalidade. A beleza sempre esteve lá. Sempre estará. Vai se transformar com o tempo? Não sei. Há algo mais por trás da perfeição? Não sei. Quero saber? Não... não fiquei intrigada.Acho que a perfeição estética é uma parcela da beleza. Um bom pedaço, diria. Mas outra parcela, talvez mais importante, é a imaginação. A minha, claro.
Talvez tenha aí também algum componente atávico feminino que dê uma vontade irresistível de por no colo, aceitar, consertar. Um feinho com um belo conteúdo seria então um poço de oportunidades, não? Será esse o grande charme do nariz quebrado do Liam Neeson?
Taí a minha galeria de feinhos irresistíveis:




Tá que isso nem é exatamente uma novidade. Meu marido costuma me dizer isso em tom de provocação: que tenho péssimo gosto para homens e só gosto dos feios. Daí, respondo que a única exceção é ele, que é um gato. Daí ele torce o nariz, rimos e ficamos por isso. Mas, não é que ele está certo?
O personagem principal de Lie to Me é Cal Lightman, vivido por Tim Roth, ator que é indiscutivelmente feio. Além de feio, não é elegante e praticamente só interpreta esquisitões e/ou vilões. Mas mesmo assim.... Mesmo assim, o que? Difícil de explicar, mas achei o ator/personagem altamente instigante, interessante e, tá, sedutor.
Então pensei, mas que coisa, gosto dos bonitos também, oras. Por exemplo o... o...., bem.... o... Cacilda, não tem! Só consegui pensar no Josh Holloway, que faz o Sawyer em Lost. Mas este é hour concours certo? Está inclusive acima do conceito de beleza. Fora ele, os personagens que povoam minha imaginação são mesmo todos esteticamente inibidos. Ou feios mesmo.
Os bonitos, aqueles de beleza indiscutível, chamam a atenção num primeiro momento. A beleza enche os olhos e ofusca todo o resto. Mas pouco tempo depois, ela cai na banalidade. A beleza sempre esteve lá. Sempre estará. Vai se transformar com o tempo? Não sei. Há algo mais por trás da perfeição? Não sei. Quero saber? Não... não fiquei intrigada.Acho que a perfeição estética é uma parcela da beleza. Um bom pedaço, diria. Mas outra parcela, talvez mais importante, é a imaginação. A minha, claro.
Talvez tenha aí também algum componente atávico feminino que dê uma vontade irresistível de por no colo, aceitar, consertar. Um feinho com um belo conteúdo seria então um poço de oportunidades, não? Será esse o grande charme do nariz quebrado do Liam Neeson?
Taí a minha galeria de feinhos irresistíveis:




John Malkovich, Liam Neeson, Sean Penn e Tim Roth...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Nome próprio
Lembra daquele episódio de Friends em que a Phoebe se casa e vai ao cartório para mudar de nome? Para qualquer pessoa normal isso quer dizer uma mudança para o sobrenome de casada, certo? Mas, não para a Phoebe. Ela se empolga e muda de nome para Princess Consuela Banana Hammock. O Mike, em retaliação, muda de nome para Mike Crap Bag. Ela finalmente se incomoda com a pagação de mico e volta ao nome original.
E porque eu me lembrei disso? Porque estamos tentando escolher o nome do nosso filho e, vou te falar.... tá difícil, viu! Gostaria de poder dar um nome qualquer tipo “Corredor X” e deixar que ele escolha um bom nome quando crescer, de acordo com seus anseios pessoais e aspirações profissionais.
Porque hoje tá assim:
- Que tal o nome do pai?
- Seguido de “Junior”? Fabio... Junior? Nem pensar!
- Que tal João?
- Ótimo! Na escola ele vai virar João-ponêis. É isso que vc quer?
- Paulo.
- Nome de japonês. Aliás, já corta Cláudio, Hélio e Flávio pelo mesmo motivo.
- Joaquim?
- Nome de velhinho.
- Tito?
- Nome de criança.
- Ele é criança.
- Mas não pra sempre.
- Diz aí um homem que você admira.
- Capitão Nascimento.
- Hum.... não.
- Hulk.
- Não.
- Thor.
- É nome de michê. E, quer saber, corta todos os heróis da Marvel.
- Ahn...
- E da DC também.
- Droga....
- Plínio.
- Não. Nome de garoto que apanha na escola.
- É, deve apanhar do Thor.
....
E assim vai, por horas.
Por enquanto, resolvemos atrair as graças dos deuses do futebol. Juntamos o nome do pai, com o nome da mãe e adicionamos “son” no final. Ficou Kelbioson. Fala sério! Com um nome desses é só relaxar e se preparar para curtir a aposentadoria em Barcelona ou Milão. Se bem que pra ficar chique é melhor substituir o “i” por “y”. Kelbyoson. É isso aí.
Mas, sério, a busca pelo nome perfeito continua. A saber, o nome perfeito é brasileiro ou pelo menos super comum em português. Deve soar bem em outros idiomas. Deve ser simples e bonito. Não pode ser carne de vaca. Deve ser forte e ter um significado bonito. E tem que passar por uma análise numerológica. No fundo, o que estamos buscando é um clássico esquecido que, ao mesmo tempo, seja um amuleto contra qualquer intempérie. Não é o que qualquer pai quer?
Aceitamos sugestões.
E porque eu me lembrei disso? Porque estamos tentando escolher o nome do nosso filho e, vou te falar.... tá difícil, viu! Gostaria de poder dar um nome qualquer tipo “Corredor X” e deixar que ele escolha um bom nome quando crescer, de acordo com seus anseios pessoais e aspirações profissionais.
Porque hoje tá assim:
- Que tal o nome do pai?
- Seguido de “Junior”? Fabio... Junior? Nem pensar!
- Que tal João?
- Ótimo! Na escola ele vai virar João-ponêis. É isso que vc quer?
- Paulo.
- Nome de japonês. Aliás, já corta Cláudio, Hélio e Flávio pelo mesmo motivo.
- Joaquim?
- Nome de velhinho.
- Tito?
- Nome de criança.
- Ele é criança.
- Mas não pra sempre.
- Diz aí um homem que você admira.
- Capitão Nascimento.
- Hum.... não.
- Hulk.
- Não.
- Thor.
- É nome de michê. E, quer saber, corta todos os heróis da Marvel.
- Ahn...
- E da DC também.
- Droga....
- Plínio.
- Não. Nome de garoto que apanha na escola.
- É, deve apanhar do Thor.
....
E assim vai, por horas.
Por enquanto, resolvemos atrair as graças dos deuses do futebol. Juntamos o nome do pai, com o nome da mãe e adicionamos “son” no final. Ficou Kelbioson. Fala sério! Com um nome desses é só relaxar e se preparar para curtir a aposentadoria em Barcelona ou Milão. Se bem que pra ficar chique é melhor substituir o “i” por “y”. Kelbyoson. É isso aí.
Mas, sério, a busca pelo nome perfeito continua. A saber, o nome perfeito é brasileiro ou pelo menos super comum em português. Deve soar bem em outros idiomas. Deve ser simples e bonito. Não pode ser carne de vaca. Deve ser forte e ter um significado bonito. E tem que passar por uma análise numerológica. No fundo, o que estamos buscando é um clássico esquecido que, ao mesmo tempo, seja um amuleto contra qualquer intempérie. Não é o que qualquer pai quer?
Aceitamos sugestões.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Enxoval e memória
Fomos hoje comprar itens de enxoval do bebê. Engraçado como neste momento as coisas começam a ficar mais concretas. Apesar de sentir os chutinhos e vivenciar o crescimento dele todos os dias, é no momento em que escolho uma simples toalha que, enfim, consigo quase visualizá-lo de verdade.
Sei, o ultrassom já mostra quase tudo. O coração batendo, o ritmo e frequência. O cérebro, seus hemisférios, as fibras que os ligam. Os rins, pulmões, bexiga. O sangue fluindo. imagens 3D. Tudo.
Mas a toalha... ela me faz ver os muitos banhos que estão por vir. A água espirrada pela farra e o chororô na hora de sair da água. Cada item conta uma história do que ainda está por vir.
*
Faz apenas 5 anos desde o nascimento de minha filha. E algumas coisas já estão difíceis de puxar pela memória. O curioso é que o processo de aprender a cuidar de uma criança é tão intenso e, por vezes, dolorido, que temos certeza de que jamais esquecemos. Mas, aí está: esquecemos. Deixamos os problemas e dificuldades pra trás com muito mais facilidade do que gostamos de reconhecer.
Sei, o ultrassom já mostra quase tudo. O coração batendo, o ritmo e frequência. O cérebro, seus hemisférios, as fibras que os ligam. Os rins, pulmões, bexiga. O sangue fluindo. imagens 3D. Tudo.
Mas a toalha... ela me faz ver os muitos banhos que estão por vir. A água espirrada pela farra e o chororô na hora de sair da água. Cada item conta uma história do que ainda está por vir.
*
Faz apenas 5 anos desde o nascimento de minha filha. E algumas coisas já estão difíceis de puxar pela memória. O curioso é que o processo de aprender a cuidar de uma criança é tão intenso e, por vezes, dolorido, que temos certeza de que jamais esquecemos. Mas, aí está: esquecemos. Deixamos os problemas e dificuldades pra trás com muito mais facilidade do que gostamos de reconhecer.
sábado, 29 de agosto de 2009
Mãe é a mãe, pô!!!!!!
Só gosto de ser chamada de “mãe” por minha filha. Na voz dela toda e qualquer variação da palavra me deixa feliz na hora: mãe, mamãe, manhê. Tanto faz. Agora, marmanjo me chamando de mãe.... não dá né?
Tudo começou quando minha filha nasceu. Na maternidade, as enfermeiras entravam no quarto e iam falando “Tudo bem, mãe?”, “Mãe, hora do almoço”, “Preciso ver o curativo, mãe”. E eu ia me sentido algo entre acabada, irritada e p*** da vida. Mas, entendia que elas não faziam por mal e segurava o ímpeto de responder “mãe é a mãe”. O que seria uma grandessíssima verdade. Caramba! Elas tinham minha ficha na mão. Meu nome estava na ficha. Meu nome estava na porta do quarto. Meu nome estava na minha pulseirinha. Meu nome é fácil. Custa me chamar por meu nome, cáspita?
A mesma coisa em consultórios médicos. “Sua vez, mãe”, “Pode entrar mãe”, “Preciso de sua assinatura, mãe”. Meu nome estava lá, ao alcance, a disposição. Por que me chamar de mãe?
Fiquei pensando na razão que leva pessoas sensatas a crerem que é agradável para uma mulher adulta ser chamada de mãe por estranhos. Eu me sentia infantilizada e desprovida de minha identidade e de minha história. De repente era como se tudo que eu tivesse feito, realizado ou sonhado nos meus 30 anos de vida anteriores valessem nada.
Concluí que isso vem do tempo em que tudo o que movia uma mulher era o desejo de ser mãe. Este era o objetivo último da vida. Isto era tudo o que importava e somente isto. Então, chamar uma mulher de mãe era destacar que seu grande sonho fora realizado. Que seu título supremo fora conquistado, enfim. Era algo como “majestade” ou “excelência”. Agora, vamos combinar que os tempos mudaram? Pode ser?
Eu adoro ser mãe. Mais do que eu julgava ser capaz. Mas o fato de ser mãe e de gostar disto não resume minha existência. Não anula o fato de eu ser também filha. De eu ser também esposa. Namorada. Profissional. Interessada por línguas estrangeiras. Leitora voraz e compulsiva. Gourmet, gourmand, comilona mesmo. Inconstante. Leal . Mordaz. Sarcástica. Tímida. Ansiosa. Continuo querendo um monte de coisas. Continuo querendo viajar. Quero viajar muito. Quero cruzar os Andes de moto. Quero percorrer a Provença de bicicleta. Quero fazer arco e flecha. Tiro esportivo. Correr uma prova de 10K sem morrer. Fazer faculdade de linguística. Abrir a livraria mais linda do mundo, com uma cafeteria de sonho. E, além disso tudo, ser também uma boa mãe. Mas para meus filhos e somente para eles.
Ok, ninguém de obrigação de saber dos meus sonhos e interesses. Ninguém tem obrigação de adivinhá-los. Mas também ninguém tem o direito de pressupor que eles não existem.
Tudo começou quando minha filha nasceu. Na maternidade, as enfermeiras entravam no quarto e iam falando “Tudo bem, mãe?”, “Mãe, hora do almoço”, “Preciso ver o curativo, mãe”. E eu ia me sentido algo entre acabada, irritada e p*** da vida. Mas, entendia que elas não faziam por mal e segurava o ímpeto de responder “mãe é a mãe”. O que seria uma grandessíssima verdade. Caramba! Elas tinham minha ficha na mão. Meu nome estava na ficha. Meu nome estava na porta do quarto. Meu nome estava na minha pulseirinha. Meu nome é fácil. Custa me chamar por meu nome, cáspita?
A mesma coisa em consultórios médicos. “Sua vez, mãe”, “Pode entrar mãe”, “Preciso de sua assinatura, mãe”. Meu nome estava lá, ao alcance, a disposição. Por que me chamar de mãe?
Fiquei pensando na razão que leva pessoas sensatas a crerem que é agradável para uma mulher adulta ser chamada de mãe por estranhos. Eu me sentia infantilizada e desprovida de minha identidade e de minha história. De repente era como se tudo que eu tivesse feito, realizado ou sonhado nos meus 30 anos de vida anteriores valessem nada.
Concluí que isso vem do tempo em que tudo o que movia uma mulher era o desejo de ser mãe. Este era o objetivo último da vida. Isto era tudo o que importava e somente isto. Então, chamar uma mulher de mãe era destacar que seu grande sonho fora realizado. Que seu título supremo fora conquistado, enfim. Era algo como “majestade” ou “excelência”. Agora, vamos combinar que os tempos mudaram? Pode ser?
Eu adoro ser mãe. Mais do que eu julgava ser capaz. Mas o fato de ser mãe e de gostar disto não resume minha existência. Não anula o fato de eu ser também filha. De eu ser também esposa. Namorada. Profissional. Interessada por línguas estrangeiras. Leitora voraz e compulsiva. Gourmet, gourmand, comilona mesmo. Inconstante. Leal . Mordaz. Sarcástica. Tímida. Ansiosa. Continuo querendo um monte de coisas. Continuo querendo viajar. Quero viajar muito. Quero cruzar os Andes de moto. Quero percorrer a Provença de bicicleta. Quero fazer arco e flecha. Tiro esportivo. Correr uma prova de 10K sem morrer. Fazer faculdade de linguística. Abrir a livraria mais linda do mundo, com uma cafeteria de sonho. E, além disso tudo, ser também uma boa mãe. Mas para meus filhos e somente para eles.
Ok, ninguém de obrigação de saber dos meus sonhos e interesses. Ninguém tem obrigação de adivinhá-los. Mas também ninguém tem o direito de pressupor que eles não existem.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Eu, a gripe e a histeria
Eu estava tranquila com relação a gripe suína. Não botava fé nela. Afinal, era só uma gripe. Estava conseguindo, apesar da minha neurose, hipocondria e afins, passar longe da histeria coletiva.
Mas daí aconteceu. Numa reunião meu chefe informou que, devido à evolução da pandemia, as gestantes deveriam trabalhar de casa. A luzinha amarela acendeu em minha mente. "A coisa está mesmo grave". Fui pra casa e segui acompanhando as notícias. Uma morte, duas, onze. A coisa está piorando.
Então, hoje fui informada que "já estou liberada" e posso voltar ao escritório. Como assim? Liberada de que? De ficar doente? Se a coisa só piorou desde então, porque agora fui beneficiada com o direito de ficar doente?
Já sei: eu estava muito tranquila. Tranquila demais. Agora que eu estou devidamente apavorada, o equilíbrio do universo foi restabelecido.
*
O que comi hoje:
Café da manhã: 1 pão + 2 ovos batidos + café com açúcar. Valor: 125 notas.
Lanche da manhã: não teve.
Almoço: 6 colheres de arroz + 1 pires de batata frita + 1 contra filé grelhado. Valor: 270 notas.
Lanche da Tarde: 2 mexericas. Valor: 50 notas.
Jantar: 3 colheres de arroz + cozido de carne, cenoura e gengibre + salada verde + 1 laranja lima.
Valor: 140 notas.
Ceia: canjica. Valor: 140 notas.
Total: 725 notas.
Fotos: (Não fotografei o almoço: esqueci a câmera em casa...)


Mas daí aconteceu. Numa reunião meu chefe informou que, devido à evolução da pandemia, as gestantes deveriam trabalhar de casa. A luzinha amarela acendeu em minha mente. "A coisa está mesmo grave". Fui pra casa e segui acompanhando as notícias. Uma morte, duas, onze. A coisa está piorando.
Então, hoje fui informada que "já estou liberada" e posso voltar ao escritório. Como assim? Liberada de que? De ficar doente? Se a coisa só piorou desde então, porque agora fui beneficiada com o direito de ficar doente?
Já sei: eu estava muito tranquila. Tranquila demais. Agora que eu estou devidamente apavorada, o equilíbrio do universo foi restabelecido.
*
O que comi hoje:
Café da manhã: 1 pão + 2 ovos batidos + café com açúcar. Valor: 125 notas.
Lanche da manhã: não teve.
Almoço: 6 colheres de arroz + 1 pires de batata frita + 1 contra filé grelhado. Valor: 270 notas.
Lanche da Tarde: 2 mexericas. Valor: 50 notas.
Jantar: 3 colheres de arroz + cozido de carne, cenoura e gengibre + salada verde + 1 laranja lima.
Valor: 140 notas.
Ceia: canjica. Valor: 140 notas.
Total: 725 notas.
Fotos: (Não fotografei o almoço: esqueci a câmera em casa...)


domingo, 19 de julho de 2009
O que comi hoje #2
Hoje foi um dia meio atípico. Teve uma festa de aniversário de criança na hora do almoço. Eu não levei câmera, porque acho meio invasivo levar câmera na festa alheia. Sei lá. Depois, a noite rolou uma preguiça.... então, foto, só do café da manhã. Mas anotei o que comi. Lá vai:
Café da manhâ: 1 pão francês + 1 fatia de queijo branco + 2 fatias de tomate + manjericão + café com açúcar. Valor: 130 notas.
Lanche da manhã: não teve (acordei tarde....).
Almoço: 2 copos de refrigerante + 6 mini salgadinhos + 1 mini dog + 2 col de arroz + 1 pedaço de carne assada + salada verde + 6 docinhos + 1 fatia de bolo chocolate com musse de maracujá. Valor: 745 notas.
Lanche: não teve (almocei tarde...)
Jantar: 1/2 miojo. Valor: 95 notas.
Total: 970 notas.
Ha-ha... hoje extrapolei. Mas tudo bem, amanhã é outro dia.
Café da manhâ: 1 pão francês + 1 fatia de queijo branco + 2 fatias de tomate + manjericão + café com açúcar. Valor: 130 notas.
Lanche da manhã: não teve (acordei tarde....).
Almoço: 2 copos de refrigerante + 6 mini salgadinhos + 1 mini dog + 2 col de arroz + 1 pedaço de carne assada + salada verde + 6 docinhos + 1 fatia de bolo chocolate com musse de maracujá. Valor: 745 notas.
Lanche: não teve (almocei tarde...)
Jantar: 1/2 miojo. Valor: 95 notas.
Total: 970 notas.
Ha-ha... hoje extrapolei. Mas tudo bem, amanhã é outro dia.
sábado, 18 de julho de 2009
O que comi hoje #1
Lembram dos meus Dias Perfeitos? Então, estão de volta. Agora que me sinto um ser humano razoavelmente normal e estou conseguindo manter uma rotina alimentar, volto a anotar e postar o que comi no dia. A diferença com relação aos Dias Perfeitos estão por conta da quantidade de calorias. Para perder peso, eu consumia 450 a 500 notas que seriam 900 a 1000 calorias por dia. Agora, por conta da gravidez, minha médica recomendou consumir de 1800 a 2000 calorias, ou seja, 900 a 1000 notas. É nota pacas. Mas vamos lá.



Café da manhã: 1 pão francês + requeijão + 2 pedaços pequenos de queijo + 1/2 mamão + café + 2 col chá de acúcar. Valor: 200 notas.
Lanche da manhã: 1 pêssego. Valor: 25 notas.
Almoço: 6 col sopa macarrão + brócolis + shitake + carne + salada verde + suco laranja. Valor: 235 notas
Lanche da tarde: 1 pão francês +margarina + café sem açúcar + 1/2 mamão. Valor: 160 notas
Jantar: 1 prato de sopa de feijão + salada caprese (tomate+queijo branco+manjericão) + mexerica. Valor: 160 notas.
Ceia: 1xícara de leite + 1 col sopa achocolatado. Valor: 105 notas.
Total: 885 notas (Caramba! Comi feito uma louca e não atingi as calorias que precisava. Mas, na boa, nem cabe mais nada.....)
Atividade física: 30 minutos de caminhada.
Fotos: (só fico devendo o do lanche da tarde e da ceia. O lanche eu esqueci de fotografar e a ceia deu uma preguiiiiiiiiiça....).



terça-feira, 7 de julho de 2009
Abóbora com Carne Seca
Ou jerimum com jabá. Tantufas. É uma delícia. Esta é uma daquelas combinações feitas no paraíso: abóbora suculenta e docinha com carne seca salgadinha e... bem, seca. Arrematando, cebolinha, cebola, coisinhas crocantes que quebram a cremosidade da abóbora. Nham!

Ah, e o melhor: é ridiculamente fácil de fazer. Quer ver?
Primeiro, dessalgar a carne seca. Como não sou uma pessoa que planeja, fervi a carne já cortada em cubos por 2 vezes, trocando a água, para acelerar o processo.
Daí, é só refogar um pouco de alho (usei 2 dentes). Dourou? Junte a carne seca e deixe fritar bem de leve. Junte água até cobrir e deixe cozinhar por um tempão, até a carne seca ficar macia. Quando rolar, junte a abóbora, que cozinha rápido, até. Quando ficar macia, acrescente a cebolinha picada, misture, tampe, desligue o fogo e espere um tiquinho. Pronto. Pode se esbaldar.
Ah, atente para a panela de pedra que eu A-M-O e tenho certeza de que faz tudo ficar mais gostoso. Preciso comprar mais desta, de outros tamanhos.....

quarta-feira, 1 de julho de 2009
Post Mix: Michael Jackson, Honduras e esperança
Michael Jackson morreu. E qual a surpresa? Com tanta esquisitice, tantas manias e neuroses acho até que demorou.
*
Se lamento? Sinceramente, não. Não o conhecia, oras. E como artista, eu lamentei foi há muito tempo, quando ficou claro que o artista genial havia sido consumido pela pessoa atormentada e nunca mais haveria outro disco decente depois de Thriller.
*
Lamentei quando vi que o garotinho fofo, que cantava e dançava não existia mais. E que aquele rapaz bonito não ia se tornar um homem bonito. Ao invés, estava lentamente se transformando em uma criatura bizarra, assustadora, desfigurada. E que não havia um amigo ao lado dele que pudesse lhe dar alguma noção.
*
Vendo toda esta comoção em torno da morte dele, me lembro de "Necrofilia da Arte", do Pato Fu, que fala sobre a nossa fixação pelos ídolos que se foram. Pois duvido que haveria tanto blablabla em torno da nova turne que estava por vir.
Vendo toda esta comoção em torno da morte dele, me lembro de "Necrofilia da Arte", do Pato Fu, que fala sobre a nossa fixação pelos ídolos que se foram. Pois duvido que haveria tanto blablabla em torno da nova turne que estava por vir.
*
Foto de Esteban Felix/AP - Fonte: UOL Notícias
Golpe em Honduras. Isto parece saído de algum livro de história. Não deveria acontecer agora. Não deveria acontecer nunca mais. O que, combinado com os protestos no Irã, me trazem a nítida impressão de ter caído em alguma máquina do tempo e voltado para os anos 70/80.
*
Mas, fecho este "post mix" com algum otimismo. Há alguns dias voltei a acreditar no futuro da humanidade e quero manter este pensamento.
Mas, fecho este "post mix" com algum otimismo. Há alguns dias voltei a acreditar no futuro da humanidade e quero manter este pensamento.
*
Foi aniversário de minha filha e fizemos uma festinha no salão de festas do prédio, só para reunir os amiguinhos da escola. Algumas crianças do condomínio estavam rondando, olhando interessadas e eu as chamei. Elas foram chamar um outro menino, que estava mais afastado. O menino, muito sério, respondeu baixinho: "não posso ir, pois não fui convidado". Pode? Aquele pirralho era mil vezes mais educado que muito marmanjo que eu conheço.
*
Daí, fui lá chamar o menino. E ele, sacando que era um convite "por educação", afinal, não o conheço e nem ele conhecia a aniversariante, deu uma desculpa e, educadamente, declinou!
Inacreditável!
*
Mais tarde, minha sobrinha se assustou com o palhaço e saiu chorando. Um outro menininho, de 6 anos, virou-se muito enfezado para o palhaço e foi defender a menina que ele nunca tinha visto antes. "Você fez ela chorar! Ela é pequenininha! Não pode!". Indignadíssimo, ele não se omitiu, ao contrário do que se acostumaram a fazer os adultos.
*
O show de palhaços foi o de sempre: 2 palhaços, um tentando enganar o outro. Ao final, alguém perguntou a minha filha se ela tinha gostado e ela respondeu que não. Por que? E ela, seríssima: "É só mentira, mentira e mentira! Não gostei!".
*
Educação, respeito, coragem, compaixão, amor pela verdade. É impressão, ou esta geração está muito mais bem equipada que a minha?
Inacreditável!
*
Mais tarde, minha sobrinha se assustou com o palhaço e saiu chorando. Um outro menininho, de 6 anos, virou-se muito enfezado para o palhaço e foi defender a menina que ele nunca tinha visto antes. "Você fez ela chorar! Ela é pequenininha! Não pode!". Indignadíssimo, ele não se omitiu, ao contrário do que se acostumaram a fazer os adultos.
*
O show de palhaços foi o de sempre: 2 palhaços, um tentando enganar o outro. Ao final, alguém perguntou a minha filha se ela tinha gostado e ela respondeu que não. Por que? E ela, seríssima: "É só mentira, mentira e mentira! Não gostei!".
*
Educação, respeito, coragem, compaixão, amor pela verdade. É impressão, ou esta geração está muito mais bem equipada que a minha?
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Filme pornô feminista. Como assim?
Já tinha ouvido falar? Nem eu. Mas daí folheando o jornal meio distraída ví uma matéria sobre um tal prêmio do pornô feminista e fiquei curiosa. Acuma? Achei a proposta toda da coisa interessante e fui atrás de mais informações. Tá, confesso: fui atrás dos filmes. Mas movida por pura curiosidade científica (hahaha!).
E o desafio começou aí. Onde se aluga filme pornô, hein? Algum tarado de plantão aí sabe informar? Sex shop? Bom, depois de longa e exaustiva pesquisa, cheguei a um dos filmes, que foi premiado e de cuja diretora, Erika Lust, eu já tinha ouvido falar. Five Hot stories for her, ou Cinco historias para ella.
Começa pelo nome da diretora, que eu achava que era nome artístico, mas descobri ser mesmo uma feliz coincidência. Algo como um obstetra se chamar Nascimento, um almirante se chamar Leme ou um vendedor se chamar Sales. Mas divago.
Então, assistindo aos extras do filme (sim, tem extras!) fico sabendo mais sobre Erika Lust, sueca radicada em Barcelona. Primeira coisa que salta aos olhos: ela não tem cara de diretora de filme pornô. E como seria cara de diretora de filme pornô? Sei lá, mas achei que, se eu visse, reconheceria. Ela tem cara de diretora de video clip. Bonita, jovem, descolada, simpática. Muito articulada, descreveu o processo que a levou a entrar no universo do filme pornográfico.
E, masculinas. Sim, aparentemente as mulheres gostam de ver dois homens se divertindo. Ou então os homossexuais também apreciam a estética dos filmes feministas. O que faz todo sentido, certo? Afinal, bom gosto nunca é demais.
E o desafio começou aí. Onde se aluga filme pornô, hein? Algum tarado de plantão aí sabe informar? Sex shop? Bom, depois de longa e exaustiva pesquisa, cheguei a um dos filmes, que foi premiado e de cuja diretora, Erika Lust, eu já tinha ouvido falar. Five Hot stories for her, ou Cinco historias para ella.
Começa pelo nome da diretora, que eu achava que era nome artístico, mas descobri ser mesmo uma feliz coincidência. Algo como um obstetra se chamar Nascimento, um almirante se chamar Leme ou um vendedor se chamar Sales. Mas divago.
Então, assistindo aos extras do filme (sim, tem extras!) fico sabendo mais sobre Erika Lust, sueca radicada em Barcelona. Primeira coisa que salta aos olhos: ela não tem cara de diretora de filme pornô. E como seria cara de diretora de filme pornô? Sei lá, mas achei que, se eu visse, reconheceria. Ela tem cara de diretora de video clip. Bonita, jovem, descolada, simpática. Muito articulada, descreveu o processo que a levou a entrar no universo do filme pornográfico.Ela diz que não foi algo planejado, mas que ela percebeu que nesse meio os filmes são todos feitos para o homem, segundo o ponto de vista masculino e de acordo com seu gosto. Nada contra, mas por que não atender também uma parcela do público que está carente de uma estética alternativa?
E em que consiste esta estética alternativa? Ou seja, de que forma um filme pornô feminista é diferente de um filme pornô tradicional? É mais light? Não, não é. É tão explícito quanto qualquer filme pornô. E os closes ginecológicos também estão lá. Bem, após assistir a Five Hot Stories, posso enumerar algumas diferenças que me chamaram a atenção:
1. O filme tem história e o enredo é consistente.
Básico né? Mulher gosta de história. Mulher quer saber o que levou a determinada situação. E tem que fazer sentido. Aquele enredo típico em que a mulher flagra o namorado com outra na cama e pensa "oba, que legal vou me juntar a eles...." irrita qualquer uma pelo alto grau de imbecilidade e pela total falta de conexão com a realidade.
2. Tem diálogo.
Não é só "Oh", "Hum", "Ah". São diálogos mesmo, com começo, meio, fim, verbos, adverbios, enfim. As pessoas conversam, brigam, discutem, explicam, contam, relembram, narram. Um dos atores (brasileiro), disse que era um trabalho bem diferente do que ele estava acostumado porque tinha falas, e ele precisou decorar diálogos. Pelo jeito ele curtiu....
3. Os atores são mais "normais".
É. Os atores são bonitos. Bem bonitos. Mas de uma beleza normal. Gente que eu poderia ver por aí. Os homens não fazem a linha super-hiper-bombados. As mulheres não têm 500ml de silicone em cada peito. Algumas são até bem "retinhas". Gente normal. E o que acontece é que você assiste o filme e acaba se identificando com a personagem, com a situação, porque são gente como a gente. Ah, e eles atuam também, viu?
4. O visual é rico e sofisticado.
Há um cuidado maior com o cenário, a iluminação, detalhes. As cenas se passam em praias, trens em movimento, ruas (charmosas) de uma cidade, lofts. Os ambientes são bem decorados e com bom gosto. Ah, e o figurino... as roupas são bonitas. Normais, tal como o look dos atores, mas com uma pitadinha de veneno. Uma saia um tiquinho mais curta. Uma camisa um tantinho mais justa, e pronto.Lingeries e cuecas: modernas, lindas. Dá vontade de comprar. Nada, nadica, nem uma pecinha de roupa brega em todo o filme. E no todo, o visual é mais clean, limpo, gostoso.
5. Música de qualidade.
Excelente. Música boa. Nada daquele lixo que parece ter sido extraído de algum videogame dos anos 80. Música eletrônica suave, com letras sexy e provocantes, estilo "The L Word", combinando com o momento. A cerejinha em cima do bolo.
6. Cenas homossexuais.
Femininas, claro, o que não difere muito do pornô tradicional, exceto pelo enfoque. O público lésbico é um fiel consumidor de pornografia feminista, então tem que rolar uma cena do tipo. Mas, a cena é feita de forma mais.... verdadeira. Afinal, num pornô tradicional este tipo de cena é feita de um jeito que agrade aos olhares masculinos, mas quase sempre elas estão anos-luz de distância de refletir as reais preferências femininas. Rapazes, querem agradar as namoradas e não sabem como? Assistam a uma cena lésbica num filme feminista. Este sim, tem o caminho das pedras. Se é que você me entende.
E, masculinas. Sim, aparentemente as mulheres gostam de ver dois homens se divertindo. Ou então os homossexuais também apreciam a estética dos filmes feministas. O que faz todo sentido, certo? Afinal, bom gosto nunca é demais.
Enfim, o filme foi uma grata surpresa. Bom, bem elaborado, divertido, com toques inte
ligentes de humor. Ele se divide em 5 histórias. A primeira é "Something about Nadia", sobre uma mulher intrigante que atrai as mulheres e 3 garotas que se apaixonam por ela. Na segunda "jodetecarlos.com" uma mulher traída arma uma vingança arrasadora contra o marido cínico. Na terceira, "Married with children" um casal monta uma estratégia para afastar o tédio e a monotonia (é um sado-maso leve). Na quarta, "The Good Girl" uma moça tranquila e recatada consegue se libertar da pecha de comportada ao realizar uma fantasia com o entregador de pizza (a melhor, na minha opinião). E a quinta "Breakup sex" é a noitada de despedida de um casal.
ligentes de humor. Ele se divide em 5 histórias. A primeira é "Something about Nadia", sobre uma mulher intrigante que atrai as mulheres e 3 garotas que se apaixonam por ela. Na segunda "jodetecarlos.com" uma mulher traída arma uma vingança arrasadora contra o marido cínico. Na terceira, "Married with children" um casal monta uma estratégia para afastar o tédio e a monotonia (é um sado-maso leve). Na quarta, "The Good Girl" uma moça tranquila e recatada consegue se libertar da pecha de comportada ao realizar uma fantasia com o entregador de pizza (a melhor, na minha opinião). E a quinta "Breakup sex" é a noitada de despedida de um casal. Divertido, hot, e você não fica com aquela sensação de que acabou de ver um filme pornô. Muito embora tenha visto.
domingo, 14 de junho de 2009
Total Eclipse of the Heart
Você já dançou agarradinho ao som de Total Eclipse of the Heart? Você era fã de Bonnie Tyler? Tudo bem, não precisa confessar se não quiser, afinal isto entrega a idade do cidadão. Eu adorava (na verdade ainda gosto desta música). E por isso, este vídeo foi tão divertido. Você detesta esta música? Sem problema: tenho certeza que você também vai chorar de rir. Trata-se da versão literal do vídeo clip de Total Eclipse of the Heart. Enjoy!
Gostou? Vi no blog do Alexandre Soares Silva, que recebeu de Jules, que não sei quem é, mas só pode ser muito legal e só não linco porque não sei pra onde.
Quer mais um vídeo bizarro? Clique aqui.
Gostou? Vi no blog do Alexandre Soares Silva, que recebeu de Jules, que não sei quem é, mas só pode ser muito legal e só não linco porque não sei pra onde.
Quer mais um vídeo bizarro? Clique aqui.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
So, so lost!
atenção: contém spoiler.
E vou continuar lost até a próxima temporada de Lost. Meu lance com Lost teve altos e baixos e acho que isso aconteceu com todos os fãs da série. Algumas temporadas foram estupendas e outras, bem fraquinhas. Mas, como a primeira temporada me pegou, mesmo nos momentos fraquinhos eu não consegui abrir mão da série. E agora, ao final da quinta temporada, me sinto recompensada de certa forma.
Vejo a série se desenvolvendo de forma cíclica, na qual cada ciclo abre um novo nível de compreensão. Primeiro o grande assunto é a queda do avião e a sobrevivência na ilha. Depois, a descoberta de outras pessoas vivendo na ilha. Depois a descoberta das lideranças, das estruturas existentes na ilha. Depois a descobertas de ainda outros grupos que tiveram o controle da ilha ao longo do tempo. E assim sucessivamente. A quinta temporada culmina com a descoberta de mais um nível e finalmente vemos quem são os reais protagonistas desta luta de poder.
O final da temporada respondeu algumas perguntas, mas criou um monte de outras possibilidades. Então todos os fantasmas da ilha são manifestações do Flocke (Fake Locke)? E quanto as apariçõs do Walt? Afinal ele está vivo... Por que Jacob ignorou Ben? Ilana já esteve na ilha? Como, quando e por que saiu? Como Jacob conseguia sair tão facilmente da ilha? O que aconteceu com a Claire? A visão do Desmond mostrava a Claire saindo da ilha de helicóptero. Ele errou? O que Desmond ainda tem a fazer na ilha? O que aconteceu com Aaron? Ele deveria estar na ilha?
Mil perguntas e quase um ano pela frente até a próxiuma temporada..... Cruel!
E vou continuar lost até a próxima temporada de Lost. Meu lance com Lost teve altos e baixos e acho que isso aconteceu com todos os fãs da série. Algumas temporadas foram estupendas e outras, bem fraquinhas. Mas, como a primeira temporada me pegou, mesmo nos momentos fraquinhos eu não consegui abrir mão da série. E agora, ao final da quinta temporada, me sinto recompensada de certa forma.
Vejo a série se desenvolvendo de forma cíclica, na qual cada ciclo abre um novo nível de compreensão. Primeiro o grande assunto é a queda do avião e a sobrevivência na ilha. Depois, a descoberta de outras pessoas vivendo na ilha. Depois a descoberta das lideranças, das estruturas existentes na ilha. Depois a descobertas de ainda outros grupos que tiveram o controle da ilha ao longo do tempo. E assim sucessivamente. A quinta temporada culmina com a descoberta de mais um nível e finalmente vemos quem são os reais protagonistas desta luta de poder.
O final da temporada respondeu algumas perguntas, mas criou um monte de outras possibilidades. Então todos os fantasmas da ilha são manifestações do Flocke (Fake Locke)? E quanto as apariçõs do Walt? Afinal ele está vivo... Por que Jacob ignorou Ben? Ilana já esteve na ilha? Como, quando e por que saiu? Como Jacob conseguia sair tão facilmente da ilha? O que aconteceu com a Claire? A visão do Desmond mostrava a Claire saindo da ilha de helicóptero. Ele errou? O que Desmond ainda tem a fazer na ilha? O que aconteceu com Aaron? Ele deveria estar na ilha?
Mil perguntas e quase um ano pela frente até a próxiuma temporada..... Cruel!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Eneagrama
Este final de semana fiz um curso muito legal, sobre eneagrama. Conhece? É um sistema de identificação dos diferentes tipos de personalidade. Eu já tinha ouvido falar e estava a fim de fazer este curso há um tempão. Portanto, compareci com um alto grau de expectativa. Normalmente, quando isto acontece, acabo me frustrando. Mas não foi o que aconteceu desta vez. O curso superou minhas expectativas. Foi uma tremenda pauleira, fiquei bastante cansada. Mas adorei e achei extremamente proveitoso.
O eneagrama identifica 9 diferentes tipos de personalidade e suas motivações. Cada pessoa pertence a um tipo básico, essencial, que é imutável ao longo da vida. Cada um possui também características de todos os outros tipos, em aspectos e momentos específicos da vida, em maior e menor grau. Mas o tipo básico é sempre um determinante, porque é aquele que oferece as maiores tentações de erro, além de apontar os nossos maiores talentos inatos.
E como descobrir seu tipo? Bem, existem testes. Mas eu sempre fico meio desconfiada deles, porque me parecem muito fáceis de burlar. Bem, no caso do curso que fiz, o processo de identificação é diferente. A instrutora do curso, Racily, é fantástica. Ela é uma atriz super talentosa e ela faz um teatro com os tipos. Ela mostra as manias, os gestos, as expressões de cada tipo. Quando ela mostra o seu tipo, a identificação é imediata, indiscutível e inevitável. Minha reação foi ter um ataque incontrolável de riso, quando me vi identificada, quando vi minhas neuras, meus diálogos internos, minhas reações ridículas e exageradas, e que eu tão cuidadosamente escondo no dia-a-dia, expostos. Ao mesmo tempo foi muito libertador ver que atitudes e comportamentos que normalmente me fazem sofrer pacas são, na verdade.... ridículos. Risíveis.
Vi também retratadas muitas pessoas importantes de minha vida. Agora que compreendo melhor suas motivações, vejo outros e novos aspectos de suas personalidades e sinto conhecê-las ainda melhor. Sinto-me capaz de compreendê-las e apoiá-las de maneira mais apropriada.
Enfim, amei. Se algum dia alguém convidá-lo a fazer um curso de eneagrama com a Racily, nem pense duas vezes. Vá. Na pior das hipóteses, você vai se divertir a beça!
O eneagrama identifica 9 diferentes tipos de personalidade e suas motivações. Cada pessoa pertence a um tipo básico, essencial, que é imutável ao longo da vida. Cada um possui também características de todos os outros tipos, em aspectos e momentos específicos da vida, em maior e menor grau. Mas o tipo básico é sempre um determinante, porque é aquele que oferece as maiores tentações de erro, além de apontar os nossos maiores talentos inatos.
E como descobrir seu tipo? Bem, existem testes. Mas eu sempre fico meio desconfiada deles, porque me parecem muito fáceis de burlar. Bem, no caso do curso que fiz, o processo de identificação é diferente. A instrutora do curso, Racily, é fantástica. Ela é uma atriz super talentosa e ela faz um teatro com os tipos. Ela mostra as manias, os gestos, as expressões de cada tipo. Quando ela mostra o seu tipo, a identificação é imediata, indiscutível e inevitável. Minha reação foi ter um ataque incontrolável de riso, quando me vi identificada, quando vi minhas neuras, meus diálogos internos, minhas reações ridículas e exageradas, e que eu tão cuidadosamente escondo no dia-a-dia, expostos. Ao mesmo tempo foi muito libertador ver que atitudes e comportamentos que normalmente me fazem sofrer pacas são, na verdade.... ridículos. Risíveis.
Vi também retratadas muitas pessoas importantes de minha vida. Agora que compreendo melhor suas motivações, vejo outros e novos aspectos de suas personalidades e sinto conhecê-las ainda melhor. Sinto-me capaz de compreendê-las e apoiá-las de maneira mais apropriada.
Enfim, amei. Se algum dia alguém convidá-lo a fazer um curso de eneagrama com a Racily, nem pense duas vezes. Vá. Na pior das hipóteses, você vai se divertir a beça!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Programação normal? Ah ta!
Bem, no post anterior eu disse que ia retomar a programação normal, com pequenas altereções nos 30 dias perfeitos. É. Só que não vai dar. Pelo menos por enquanto.
Ao contrário da minha gravidez anterior, nesta eu estou enjoando. Não estou conseguindo seguir horários para as refeições porque eu simplesmente não consigo comer em alguns momentos.
Então, acho que o melhor e mais saudável a fazer no momento é desencanar. Então é isso.
Vou continuar postando sobre livros, música, blablabla e, claro, fotos do que como de quando em quando.
Ao contrário da minha gravidez anterior, nesta eu estou enjoando. Não estou conseguindo seguir horários para as refeições porque eu simplesmente não consigo comer em alguns momentos.
Então, acho que o melhor e mais saudável a fazer no momento é desencanar. Então é isso.
Vou continuar postando sobre livros, música, blablabla e, claro, fotos do que como de quando em quando.
terça-feira, 5 de maio de 2009
30 dias perfeitos - de volta com algumas alterações!
Desde que descobri minha gravidez, parei com os 30 dias perfeitos. Afinal, gravidez não combina com dieta. Mas confesso que eu estava com medo de perder as estribeiras e engordar demais. Isto também não é bom, ainda mais para quem já começa a gravidez acima do peso.
*
Mas hoje, na minha primeira consulta a obstetra, ela me disse que podia continuar com os 30 dias perfeitos, até o início do segundo trimestre. Mesmo porque não se trata de uma dieta maluca e cheia de restrições e sim um processo de reeducação alimentar. Fiquei feliz!
*
Então, os 30 dias perfeito continuam, com algumas alterações:
- Vai durar mais de 30 dias: até o início do segundo trimestre.
- O consumo máximo diário passa de 450 notas para 630 notas. Motivo: 450 notas é o consumo máximo para perder peso. Para manter o peso é preciso somar 40% a este valor, o que dá 630 notas.
- No momento, a idéia não é perder peso, e sim mantê-lo.
- Vou substituir as corridas por caminhadas, de preferência todos os dias. No mínimo, 4 dias por semana.
- Vou cortar os adoçantes e alimentos diet. Os alimentos light estão liberados, mas vou evitá-los mesmo assim.
*
No mais, vou continuar fazendo 6 refeições por dia, a intervalos de no máximo 4 horas, sem passar vontade de nada. E fotografando tudo, claro!
*
Então, amanhã estamos de volta com nossa programação normal!
*
Mas hoje, na minha primeira consulta a obstetra, ela me disse que podia continuar com os 30 dias perfeitos, até o início do segundo trimestre. Mesmo porque não se trata de uma dieta maluca e cheia de restrições e sim um processo de reeducação alimentar. Fiquei feliz!
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Então, os 30 dias perfeito continuam, com algumas alterações:
- Vai durar mais de 30 dias: até o início do segundo trimestre.
- O consumo máximo diário passa de 450 notas para 630 notas. Motivo: 450 notas é o consumo máximo para perder peso. Para manter o peso é preciso somar 40% a este valor, o que dá 630 notas.
- No momento, a idéia não é perder peso, e sim mantê-lo.
- Vou substituir as corridas por caminhadas, de preferência todos os dias. No mínimo, 4 dias por semana.
- Vou cortar os adoçantes e alimentos diet. Os alimentos light estão liberados, mas vou evitá-los mesmo assim.
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No mais, vou continuar fazendo 6 refeições por dia, a intervalos de no máximo 4 horas, sem passar vontade de nada. E fotografando tudo, claro!
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Então, amanhã estamos de volta com nossa programação normal!
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