Pages

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

...eu sou do camarão ensopadinho com chuchu....

Tudo começou dia desses, numa corrida muito rápida até a feira. O peixeiro é um gênio e ele deu pra montar umas bandejinhas de camarões médios, fresquíssimos, já limpos e gloriosos a 10,00. É uma quantidade bem satisfatória o que significa bom custo benefício e trabalho zero. Eu amo frutos do mar e bons negócios, então.... Olhei bem para aquelas bandejinhas, lembrei dos lindos chuchus que tinha acabado de comprar e aquela musiquinha da Carmem Miranda começou a tocar na minha cabeça.... Levei os camarões e fiz o tal camarão ensopadinho com chuchu. Delícia e mais fácil impossível. Inspirada pelas Rainhas do Lar, fotografei o passo a passo que segue abaixo.



Primeiro, os ingredientes: o chuchu lindão, o camarão frescão e meu molho de tomate puro e integral que tenho sempre congelado na minha geladeira. Ah, e o coentro, claro.



Em seguida, temperei os camarões com limão a gosto e com coentro bem picadinho. Em seguida, piquei o chuchu bem pequeno. A lá os dois esperando a panela bem bonitinhos.



Daí refoguei alho e cebola sem os quais nada é possível. Este é o melhor cheiro do mundo, alho e cebola fritando num bom azeite.



Com o alho e a cebola douradinhos, juntei o chuchu e o molho já devidamente descongelado e refoguei lentamente, enquanto bebericava uma cerveja, que ninguém é de ferro. A foto da cerveja vou ficar devendo.


Quando o chuchu ficou tenro e todo gostosão, juntei os camarões, adicionei sal a gosto e deixei eles se entenderem em fogo baixo.


Daí foi rápido porque, camarão, ficou rosa, tá cozido, tá macio, tá suculento, tá tudo de bom.



E, final feliz, servi assim, na tigelinha, com arroz branco.


E ouvindo Carmem Miranda cantando Disseram que eu voltei americanizada...
E disseram que eu voltei americanizada
Com o "burro" do dinheiro, que estou muito rica
Que não suporto mais o breque de um pandeiro
E fico arrepiada ouvindo uma cuíca

Disseram que com as mãos estou preocupada
E corre por aí que ouvi um certo zum-zum
que já não tenho molho, ritmo, nem nada
E dos balangandãs já nem existe mais nenhum

Mas p'rá cima de mim, p'rá que tanto veneno?
Eu posso lá ficar americanizada?
Eu que nasci com samba e vivo no sereno
topando a noite inteira a velha batucada

Nas rodas de malandro, minhas preferidas
eu digo é mesmo "eu te amo" e nunca "I love you"
Enquanto houver Brasil... na hora das comidas

eu sou do camarão ensopadinho com chuchu!
Ah, no dia seguinte o (pouco) que sobrou virou risoto. Mas isso é outra história.

Um comentário:

Paula disse...

Kelly, só faltou marcar a data do almoço!
bjs
Paula